20 de Junho de 2011 | Colunas | Categoria
Metalúrgicos na rua por produção e emprego
´Nós queremos chegar ao governo e apresentar nossa pauta com força´, afirmou o vice presidente do Sindicato, Rafael Marques
 Foto: Rossana Lana / SMABC
Os metalúrgicos do ABC e de São Paulo preparam uma manifestação conjunta pelo emprego, pela produção nacional e contra importados.
O ato visa a chamar a atenção do poder público e da sociedade para os riscos da desindustrialização do Brasil.
Os dois sindicatos decidiram nesta segunda-feira que o ato vai antecipar a entrega ao governo federal do documento que trabalhadores e empresários aprovaram em seminário no mês passado.
“Não dá para negociarmos com o governo sem uma mobilização social já que existem muitos interesses contrários à nossa pauta”, afirmou o vice presidente do Sindicato, Rafael Marques. Segundo ele, esses interesses são dos importadores e de cinco estados que criaram incentivos fiscais para receberem empresas de importação.
“Nós queremos chegar ao governo e apresentar nossa pauta com força”, adiantou Rafael.
Segundo ele a data de realização do protesto não foi fechada, mas deve ser realizada nas próximas semanas com o envolvimento de toda a categoria. “Apesar dos impactos da importação serem mais sentidos nos setores de autopeças e de máquinas, essa luta tem de ser de todos”, alertou.
Brasil compra hoje, o que importou antes Segundo o economista Luiz Gonzaga Belluzo, entre 2005 e 2010 o Brasil vendeu R$ 49 bilhões em insumos industriais a mais do que comprou. No ano passado, porém, houve uma inversão e o Brasil comprou R$ 54 bilhões a mais do que vendeu dos mesmos insumos. Insumos industriais são produtos, equipamentos, componentes etc. para a produção de outros produtos acabados.
Nesta lista estão equipamentos eletrônicos, de precisão, de informática e farmacêuticos. Ou seja, os de alta tecnologia.
Isso ocorreu, segundo Belluzo, basicamente porque:
a) A indústria nacional precisa atender a demanda interna
b) O dólar está desvalorizado o que barateia as compras no exterior;
c) Os países desenvolvidos não saíram da crise de 2008 e procuram os chamados países emergentes para desovar seus produtos e,
d) A China aumentou sua agressividade em mercados emergentes.
Seminário pede políticas industriais No documento extraído do seminário que os metalúrgicos do ABC e de São Paulo realizam em conjunto com a Fiesp no dia 26 de maio, e que agora vai para o governo federal, consta investimentos em tecnologia e inovação, medidas para inibir as importações, redução de juros, investimento em qualificação profissional e outras medidas econômicas que fortaleçam a produção nacional.
Da Redação
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