As montadoras que atuam no Brasil terão de aumentar a quantidade de componentes nacionais a partir de 2013. Segundo anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o índice de nacionalização, atualmente em 65%, será ampliado quando o novo regime tributário para o setor automotivo entrar em vigor. O regime vai substituir o reajuste do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos de fora do Mercosul e do México, que vigora até o fim de 2012.
O ministro também informou que as fábricas que estão chegando ao país podem ter prazo mais longo para se adaptar ao percentual exigido. Esse incentivo, no entanto, só valerá quando o novo regime ficar pronto. Para ter direito ao incentivo, os fabricantes que se instalarem no Brasil devem executar a maior parte das etapas de produção no país, em vez de apenas trazer peças prontas do exterior para montar aqui. Atualmente, as montadoras têm de cumprir pelo menos seis de 11 fases de produção no Mercosul para fugir do IPI maior.
O novo modelo de tributação para os veículos está em discussão pelos ministérios da Fazenda; Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e por entidades do setor automotivo. O regime substituirá o sistema atual, em que as montadoras que produzem com menos de 65% de componentes do Mercosul pagam 30 pontos percentuais a mais de IPI.
Do Automotive Business