Quando a discussão sobre a revisão dos termos do acordo automotivo entre Brasil e México estava no auge, a Nissan chegou a dizer que não tinha motivos para se preocupar. Porém, com a revisão do acordo e a delimitação de um máximo de exportações do México para o Brasil, a Nissan deve ser uma das principais afetadas. Para contornar esse quadro, a Nissan anunciou que irá acelerar os investimentos por aqui.
O objetivo é não perder seu espaço no país que é o maior mercado latino-americano, já que, com as cotas anuais de importação, o fluxo de veículos para o Brasil sofrerá um corte de até 30% nos próximos três anos. Por isso, a japonesa deve apertar o passo da construção da sua fábrica em território brasileiro, o que fará com que ela comece a funcionar antes do prazo inicial, que previa o começo das atividades em 2014.
A Nissan planeja aumentar sua capacidade de produção para poder abastecer a América Latina, principalmente o próprio Brasil. No país, as vendas de veículos leves devem alcançar a marca dos 3,8 milhões de unidades até 2014, segundo analistas. A busca por uma maior participação no mercado brasileiro vai ajudar a Nissan com seu objetivo de alcançar 8% de share de mercado até março de 2017 – em março de 2011, último ano fiscal fechado, a Nissan tinha uma fatia de 5,8% do mercado.
Do Motor Dream