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24 de Outubro de 2017 | Notícias

Feijóo relembra acordo que criou a Regional há 10 anos

Fotos: Edu Guimarães

A Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra do Sindi­cato completou no último dia 17, 10 anos do acordo entre os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema e o de Santo André e Mauá, que incluiu o território na base do ABC. Em reunião do Conselho da Executiva ontem, na Regional, o ex-presi­dente do Sindicato, José Lopez Feijóo, relembrou a história.

“Em 1993, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema se unificou com o de Santo André, dois sin­dicatos grandes do ABC e da CUT na época”, contou. “No princípio da solidariedade, em que o trabalhador sozinho não enfrenta seu empregador, o sindicato tem a função pri­mordial de equilibrar a relação capital e trabalho. Durante três anos, funcionou muito bem, a unidade foi importante”, prosseguiu.

Em 1996, conhecido como o ano do racha, o resultado do processo de convenções para montagem da chapa da nova direção dividiu o sindicato. “Parcela da diretoria que tinha perdido as convenções não se conformou e resolveu recriar os metalúrgicos de Santo An­dré. Nós quisemos respeitar as convenções”, explicou.

“Foi um período duro, de mui­to enfrentamento em porta de fábrica que levou ao processo de separação litigiosa, em uma ação que durou dez anos de bri­ga e disputa de representações no local de trabalho”, disse.

Feijóo lembrou que, em 2007, algumas sentenças davam ganho de causa para o racha. “A diretoria resolveu abrir proces­so de negociação para efetivar de vez o que a prática já tinha feito. No acordo, São Bernardo e Diadema incorporou a base de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra”, afirmou. “Para forta­lecer os Metalúrgicos do ABC na região, houve a necessidade de ter uma sede e achamos esta que é até hoje”.

O ex-presidente defendeu que será preciso discutir como fortalecer as entidades sindicais diante dos ataques contra a classe trabalhadora.

“Regularizaram o que era precário com a reforma Traba­lhista e agora estão acabando com o combate ao trabalho escravo. O perigo é ter no Brasil o mais baixo índice de desemprego com mão de obra mais precária do mundo e uma queda brutal da renda da classe trabalhadora”, alertou. “E o enfrentamento não é de forma isolada, é com solidariedade de classe”, disse.

O coordenador da Regional de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lou­renço, o Marquinhos, lembrou a luta dos CSEs no período. “Nesses 10 anos, o trabalho foi árduo para que o Sindicato conquistasse representatividade e respeito tanto na base meta­lúrgica quanto na sociedade”, contou.

O presidente dos Metalúrgi­cos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, ressaltou a impor­tância de resgatar a história. “A partir do momento que co­nhecemos as razões e motivos que nos trouxeram até aqui, conseguimos nos preparar, trabalhar o presente e planejar o futuro”, afirmou.

“O Sindicato é de 1959 e a Regional tem 10 anos. Tem o tempo de maturação, trabalho e, com comprometimento e ação dos companheiros que conhecem a base, já tirou muito da diferença desse tempo. É dia de comemorar a memória e fazer disso aprendizado para seguir em frente”, disse.

Da Redação. 

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