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5 de Julho de 2018 | Notícias

Sindicato mobiliza trabalhadores para iniciar a Campanha Salarial

 

Foto: Adonis Guerra - Apis Delta

Em assembleias de mobilização para o início da Campanha Salarial 2018, os trabalhadores na Apis Delta, em Diadema, e na Ouro Fino, em Ribeirão Pires, aprovaram ontem a disposição de luta em defesa das cláusulas econômicas e sociais, além do compromisso de participar da Assembleia hoje, às 18h, na Regional Diadema.

“A mobilização dos trabalhadores é muito importante para começar a Campanha Salarial forte, com disposição de luta para garantir os direitos e uma boa proposta”, chamou o secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, durante a mobilização na Apis Delta.

“Antes da reforma Trabalhista, a ultratividade garantia a validade da Convenção Coletiva, mesmo se as partes não chegassem a um entendimento. Agora, se não assinar até 31 de agosto, em 1º de setembro não teremos mais as cláusulas sociais”, alertou. “Por isso, temos que discutir essas cláusulas com o mesmo empenho que discutimos a questão econômica”, defendeu.

A secretária da Mulher da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, e CSE na Apis Delta, Andrea Ferreira de Sousa, a Nega, explicou que esta será a primeira Campanha Salarial com a reforma Trabalhista em vigor.

“A reforma Trabalhista veio para precarizar os meios de trabalho. O comprometimento de cada trabalhador é a luta para manter as cláusulas sociais, que é a nossa vida”, disse. “A Apis Delta faz parte da bancada patronal do Grupo 8, que está se dividindo por não se entenderem na negociação. Mas a pauta comum deles é a retirada de direitos.”, continuou.

Entre as cláusulas, os patrões querem reduzir a licença-maternidade de 180 dias e acabar com a estabilidade para acidentados ou doentes ocupacionais.

O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, ressaltou a luta do Sindicato por um país melhor, com distribuição de renda e justiça social. “As pessoas têm que ter coragem de defender o que acreditam.

Todos sabem em que governo tinham pleno emprego, comida na mesa e todas as camadas sociais ganhando”, afirmou.

“Os patrões estão vindo com o peito estufado porque se sentem representados pelo Congresso e por esse governo. A Campanha Salarial é luta. Nunca se precisou tanto construir a unidade, fazer a resistência para manter as cláusulas sociais e avançar”, prosseguiu.

Em assembleia na Ouro Fino, em Ribeirão Pires, também na manhã de ontem, o diretor executivo dos Metalúrgicos do ABC, responsável por políticas industriais, Wellington Messias Damasceno, destacou o que chamou de ponto crucial da campanha.

“Precisamos também discutir a atuação das empresas e dos grupos patronais que querem prejudicar os trabalhadores. Muitas empresas da base bancaram o golpe em cima dos trabalhadores e têm insistido nas reformas que só melhoram suas próprias condições. Queremos ver o dinheiro que nos foi arrancado voltar para os trabalhadores”, defendeu.

O coordenador da Regional de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, disse que a Campanha Salarial será fundamental para manter os direitos.

“A maioria dos patrões quer retirar conquistas históricas. Vamos encher a assembleia com companheiros de todas as regionais em defesa desses direitos”, convocou.

Em São Bernardo, serão realizadas assembleias de mobilização hoje, às 7h, na Toledo; às 14h, na Samot, e, às 14h30, na Z F. Os companheiros na IGP, em Diadema, participam da assembleia às 7h.

“Temos que estar muito organizados e atentos para garantir os direitos. Do contrário, só vão se dar conta da destruição dos direitos quando procurar as cláusulas e perceber que elas não existem mais”, ressaltou o coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho.

 Da redação

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