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11 de Julho de 2018 | Notícias

Fala Wagnão: A injustiça escancarada - cai a máscara

Foto: Ronerto Parizotti

No último domingo, 8, o Brasil e o mundo assistiram perplexos a uma série de ações de juízes em férias atropelando processos, autoridades e ritos com um único intuito: manter o ex-presidente Lula como preso político.

O que aconteceu é sem dúvida parte integrante do mesmo golpe que vem dia após dia retirando os direitos dos trabalhadores, entregando as riquezas do País e que quer com isso impedir que nós, da classe trabalhadora, possamos ter o direito democrático de decidir o próximo presidente da República.

Para conhecimento, na sex­ta, 6, os deputados federais, Wadih Damous, Paulo Pimen­ta e Paulo Teixeira entraram com um pedido ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF-4, para que o ex-pre­sidente pudesse participar de entrevistas e sabatinas, como os demais pré-candidatos à Presidência.

A condenação injusta de Lula não retirou os seus direi­tos políticos e, como ainda há recurso sobre a condenação aos tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça, o STJ, e o Supremo Tribunal Federal, o STF, podendo ser inocentado nessas instâncias, os defensores do ex-presidente pediram o habeas corpus, HC.

O desembargador de plan­tão do TRF-4, Rogério Favreto, considerou o fato novo do ex-presidente ser pré-candidato e concedeu a liberação de Lula na manhã de domingo.

A partir daí o que se viu foi um juiz de 1ª Instância, em férias, interferir sobre um processo do qual não tem ne­nhuma jurisdição, a imprensa comercial, em uma verdadeira cadeia de transmissão, usar e abusar de um verdadeiro ‘caça às bruxas’ para desautorizar o desembargador, ao ponto de um jornalista divulgar o celular dele em redes sociais para que ele e sua família sofressem in­clusive ameaças de morte.

A Polícia Federal recebeu o alvará de soltura de Lula e não cumpriu, ficou enrolando até que os ‘partícipes do golpe’ conseguissem achar o relator do processo contra Lula para desautorizar Favreto.

O desembargador se man­teve firme, porque tinha autori­dade para conceder o HC, com isso mais uma cena surrealista aconteceu, o presidente do Tri­bunal foi chamado para decidir, sob pressão dos golpistas, que Lula deveria ser mantido como preso político.

O ex-presidente continua cumprindo injustamente a sua sentença, mas o episódio escan­carou a perseguição política dos juízes contra Lula, que se movi­mentaram rapidamente, como nunca se viu antes em nenhum processo trabalhista, que leva anos e anos até que um juiz de um parecer. Caiu a máscara da face jurídica do golpe.

Da Redação. 

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