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2 de Agosto de 2018 | Notícias

Cipeiros discutem riscos da reforma Trabalhista para a saúde

Foto: Adonis Guerra

No Dia do Cipeiro e da Prevenção de Acidentes de Trabalho, 27 de julho, foi realizado o Encontro dxs Cipeirxs, na Sede, com o debate sobre os riscos da reforma Trabalhista para a saúde dos trabalhadores.

Participaram do encontro os cipei­ros da base, de sindicatos de diversas categorias da região, CUT-ABC, Pas­toral Operária e Dieese.

“É importante fazer essa reflexão so­bre os impactos da reforma Trabalhista na saúde, compreender a profundidade dos ataques para ajudar na luta pelos direitos”, afirmou o diretor executivo, responsável pelo Departamento de Saúde do Sindicato, Carlos Caramelo.

“O ambiente que vivemos é de ataques, com reforma Trabalhista, retirada de direitos, precariedade no emprego e aumento do desemprego. Os cipeiros têm papel fundamental no fortalecimento da organização dos tra­balhadores para fazer o enfrentamento necessário, pensar nas ações de resis­tência e garantir melhores condições de saúde e segurança”, prosseguiu.

O coordenador do Escritório Re­gional do Dieese em SP, Victor Gnecco Pagani, explicou que a reforma Traba­lhista busca tirar a responsabilidade das empresas em relação à saúde e integridade física dos trabalhadores.

Também permite a terceirização irres­trita, sendo que os trabalhadores em empresas terceirizadas são as princi­pais vítimas de acidentes de trabalho. Na Petrobras, por exemplo, de 1995 a 2008, 307 das 377 pessoas mortas em serviço eram terceirizadas.

A reforma permite ainda o traba­lho de mulheres gestantes e lactantes em locais insalubres, o que afetará não apenas as trabalhadoras, mas os recém-nascidos ou os que ainda nem nasceram.

Caramelo ressaltou a necessidade de luta na Campanha Salarial em defesa da Convenção Coletiva de Tra­balho e garantia das cláusulas sociais. “Os patrões querem retirar cláusulas essenciais, como a estabilidade ao tra­balhador acidentado. Não podemos permitir”, disse.

“Neste ambiente de ataques, é muito importante que estejamos atentos às eleições. A reforma Trabalhista foi aprovada pelo Congresso Nacional, que em sua maioria não tem compro­misso com direitos. O voto de cada um afetará diretamente a saúde do trabalhador e a vida também fora da fábrica”, concluiu.

Da Redação. 

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