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28 de Agosto de 2018 | Notícias

Fala Wagnão - Ambiente de intolerância contribui para aumentar criminalidade

 

Na última semana, na nossa região, duas mulheres foram vítimas do ódio de seus ex-parceiros. Alessandra Oliveira da Silva foi morta a facadas pelo ex-marido na tarde de sábado, no bairro Demarchi, em São Bernardo, quando ia para o trabalho. O casal havia se separado há três meses. Na quinta-feira, 23, Vanessa Caetano de Oliveira foi morta após brigar com o namorado, no Jardim Zaíra, em Mauá.

O feminicídio é um crime assustador que está crescendo no Brasil e precisa ser combatido, mas também é preciso ter claro onde o ciclo de violência começa e como ele se expande.

Segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança, divulgado em agosto deste ano, as mortes violentas intencionais aumentaram em 3% de 2016 a 2017. Já os crimes de feminicídio cresceram 19% no mesmo período.

A violência contra a mulher está estruturada na herança de uma sociedade patriarcal, focada na supremacia do homem e na consequente opressão das mulheres. Assim, os meninos criados nesse sistema se tornam machos que se consideram donos das mulheres, sejam elas mães, irmãs, namoradas, esposas. E é essa sensação de posse que faz com que se sintam no direito de tirar-lhes a vida.

Apesar de o debate sobre o tema estar cada dia mais presente nas redes, nas mídias, nas conversas em ruas, praças, escolas e no ambiente de trabalho, o que é positivo, ainda há uma enorme parcela da população que nem sequer se atreve a discutir o tema, ficando, assim, mais fragilizada e vulnerável.

Se não bastasse tudo isso, o machismo arraigado e a falta de investimento atual em educação e cultura, a propagação do ódio vem crescendo em nosso País. E nesse clima de intolerância e falta de empatia, muitos ainda apoiam armamento da população, o que só agravaria o problema.

É preciso que as mulheres sejam livres no pensar e no agir. A nós, cabe combater qualquer tipo de opressão contra elas e criar filhos e filhas mais conscientes, em um ambiente baseado no afeto, no companheirismo e na igualdade.

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