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11 de Setembro de 2018 | Notícias

Fala Wagnão - Pagamos o preço de defender as liberdades

Foto: Adonis Guerra

Na atividade “Política e trabalho: consciência e democracia”, realizada ontem na Volks, fiz uma fala sobre as questões do nosso dia a dia como dirigentes sindicais e a importância da defesa das liberdades, de todas elas.

Comecei a minha atuação em defesa dos trabalhadores na Cipa da Volks em 1986, 1987. Justamente nesse período, recém-saído da ditadura, os companheiros e companheiras que vieram antes de nós, que enfrentaram dificuldades maiores que as nossas, lembravam histórias de trabalhadores e trabalhadoras que simplesmente desapareciam das fábricas e não se tinham mais notícias deles depois disso.

Essa geração enfrentou a extrema direita e a violência do Estado exercida de forma profissional.

Nós, pelo contrário, defendemos e lutamos pelo direito de todos os pensamentos políticos existirem, se expressarem, irem às ruas. Essa foi a nossa luta o tempo inteiro. E continuamos lutando e pagando por isso, para que as pessoas tenham o direito de falar e expressar suas opiniões, de terem partidos ou não. Pagamos o preço de defender as liberdades.

Na década de 80 lutávamos por igualdade. A luta agora é diferente, nós lutamos pelo direito às diferenças. Isso está no cerne de todas as disputas agora.

A extrema direita reaparece e defende o extermínio dos diferentes. Esse discurso, de exterminar as minorias, é antigo. E ser minoria não significa quantidade na sociedade, ela pode ser definida por sua capacidade de consumo. Podemos ser considerados minoria também por aquilo que defendemos e acreditamos. 

É contra esse tipo de discurso e de barbaridade que estamos lutando. É esse debate que está colocado agora.

Da Redação. 

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