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2 de Outubro de 2018 | Notícias

Ditadura e nazismo

Temos que conhecer a história para que jamais aconteça novamente

 

Fotos: divulgação

Para conhecer e trocar experiências sobre a realidade e as dificuldades da classe trabalhadora alemã, o coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, participou do projeto Aprender Juntos, intercâmbio entre sindicatos do Brasil e o IG Metall, o sindicato nacional dos metalúrgicos da Alemanha.

A comitiva conheceu a estrutura sindical alemã, o sistema de educação e de formação profissional, parlamentos, partidos de esquerda e fábricas. Também participou de um ato em defesa da paz e contra as armas, com objetivo de mostrar que as lutas dos trabalhadores são comuns no mundo.

Entre as experiências, Claudionor relatou a ida a uma das maiores fábricas de aço do mundo, em Salzgitter, e a um campo de concentração nazista, em Buchenwald. Confira o relato do dirigente:

“É importante fazer a relação com o momento no Brasil. Infelizmente ainda existem pessoas e autoridades que tentam negar a história, negar que muitas pessoas foram torturadas, perseguidas e mortas durante a ditadura militar.

Na Alemanha, as pessoas se sentem mal emocionalmente quando nos levam a uma fábrica onde as pessoas foram obrigadas a fazer trabalho forçado para construir armas e tanques de guerra ou a um campo de concentração no qual mais de 50 mil pessoas foram assassinadas, inclusive brasileiros.

Hoje no local do campo de concentração existe um museu, com pertences da época, o conjunto de celas estreitas onde mantinham 15 pessoas em um espaço que caberia apenas uma para depois assassiná-las a tiros, e os fornos de crematório.

Mas eles fazem questão de mostrar o que aconteceu, em um clima bem pesado, para não negar a história e não permitir que ela possa se repetir.

É diferente do que estamos vendo aqui, com a situação crescente e perigosa de algumas pessoas quererem a ditadura de volta, com generais dando declarações terríveis sem levar em conta a Constituição.

Temos que lutar para manter viva na memória coletiva do povo aquilo que aconteceu no Brasil. Uma sociedade que se preze tem que preservar a sua história, mas acima de tudo lutar pela paz, pela democracia, para que os direitos sejam respeitados e as pessoas não venham a sofrer as consequências que tanta gente sofreu e que sofre até hoje com o que aconteceu no país.

Eles defendem tanto que as pessoas conheçam a história para que jamais aconteça novamente algo que foi muito ruim não só para a Alemanha, mas para a humanidade”.

 Da redação

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