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24 de Outubro de 2018 | Notícias

Metalúrgicos do ABC recebem R$ 424,9 milhões com 13º salário

Na região, serão R$ 3,3 bilhões ao todo. O presidente do Sindicato, Wagnão, alerta que o direito ao 13º salário está em jogo nessas eleições

Os trabalhadores da base receberão R$ 424,9 milhões com o 13º salário neste ano. Nas sete cidades do ABC, serão R$ 3,3 bilhões no bolso dos trabalhadores. E o alerta feito pelo presidente dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, é sobre o risco de ser o último 13º salário.

“Tem candidatura à presidência da República que já cantou a bola de que quer acabar com direitos históricos, como o 13º salário e adicional de férias. E não é fake news, saiu da boca dele e de seu candidato a vice. É uma mostra de que a reforma Trabalhista e a terceirização irrestrita ainda não acabaram”, afirmou. 

“Os patrões querem retirar ainda mais direitos dos trabalhadores e fazer estragos na economia do país. É isso que está em jogo neste momento. Temos que votar com consciência em quem defende os direitos trabalhistas, não em quem quer retirá-los”, ressaltou.

O estudo é da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese, no Sindicato (confira mais na coluna da página 2).

“Os dados mostram o papel fundamental do 13º salário na vida de cada um e na economia como um todo. Quando as pessoas planejam o que fazer com o 13º, seja com as compras de fim de ano, a viagem depois de um ano todo de trabalho, dar entrada em um carro, por exemplo, esse dinheiro faz a economia girar. Ao aquecer a indústria, o comércio e os serviços, há manutenção de empregos e geração de novos postos de trabalho”, explicou.

O salário médio na base é de R$ 5.980,70, com 13% de participação nos recursos pagos na região. Os metalúrgicos do ABC representam 9,6% dos trabalhadores formais do ABC e participarão com 17,8% do montante pago a quem tem carteira assinada.

Na indústria regional, os trabalhadores na base somam 37,3% do total no setor e são responsáveis por 48,1% dos recursos do 13º salário pagos aos trabalhadores na indústria.

ABC

Do total de R$ 3,3 bilhões em toda a região, serão R$ 2,4 bilhões pagos aos trabalhadores com carteira assinada e R$ 905,8 milhões aos aposentados e pensionistas da Previdência Social.

Os recursos beneficiam cerca de 1,2 milhão de pessoas, com valor médio de R$ 2,6 mil no ABC.

São Bernardo participa com 36,8% do 13º na região; Santo André participa com 24,9%; São Caetano, 14,6%; Diadema com 11,7%; Mauá participa com 8,9%, Ribeirão Pires com 2,8% e Rio Grande da Serra com 0,4%.

Brasil

Em todo o país, o 13º salário deve injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira. Serão 84,5 milhões de brasileiros devem ser beneficiados, com valor médio de R$ 2.319,59.

O 13º salário não entrou na Consolidação das Leis Trabalhistas, CLT, de 1943, promulgada por Getúlio Vargas, por pressão dos empresários. Após a luta dos trabalhadores, o 13º salário foi instituído pelo presidente João Goulart em 1962, inicialmente a quem trabalhava no setor privado. A Constituição de 1988 garantiu o direito a todos os trabalhadores.

Da redação

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