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25 de Outubro de 2018 | Notícias

Fala Wagnão: Importação unilateral significa desemprego

Na semana passada, o economista Carlos Alexandre da Costa, que pertence à equipe econô­mica do candidato Bolsonaro, deu entrevista ao jornal Valor Econômico dizendo que em um eventual governo, as importações serão liberadas unilateralmente no Brasil.

Na ideia da equipe de Bolsonaro, o aumento da concorrência e absorção de novas tecnologias se darão a partir do aumento imediato das importações. Entre os bens citados estão máqui­nas e equipamentos, bens intermediários e artigos de informática.

No momento em que o país atravessa uma grave crise no emprego e na renda, o candidato que representa as oligarquias patronais mostra suas garras em premiar os importadores em prejuízo dos trabalhadores no Brasil e destruindo a produção nacional.

Enquanto o Sindicato pro­põe políticas industriais de fomento à geração de em­prego e desenvolvimento de tecnologia no país, sobretudo diante dos desafios da indús­tria 4.0, alguns acham que importar tudo é o caminho para nosso país. O trabalha­dor tem que estar atento que este é o caminho para o seu desemprego.

Nesta semana, represen­tantes de grupos patronais estiveram com o candidato declarando apoio, mas tam­bém apresentaram uma série de reivindicações.

Os empresários ligados a este candidato já estão cobrando a fatura do apoio. Deixaram claro que querem a abertura do mercado bra­sileiro para importação de mais produtos. Estes empre­sários não tem interesse em produzir no país e não têm compromisso com o Brasil e com os trabalhadores. Eles se encostam em um candidato que pretende garantir o lucro a qualquer custo, ainda que seja fechando as indústrias no Brasil.

O que está em jogo é a substituição do que produzi­mos aqui na região do ABC, principalmente no setor me­talúrgico, por produtos im­portados.

Ou vocês acham que as montadoras não têm interes­se em trazer mais carros ou caminhões importados? O mesmo vale para as autopeças e demais setores. Não tendo mais a necessidade de produ­zir aqui, não tem mais fábrica nem empregos no Brasil.

Dia 28, decidiremos, entre outras coisas, o que queremos para a indústria e os empre­gos no nosso país e aqui no ABC. Se seremos um país desenvolvedor de tecnologia, produtor dos mais variados bens e gerador de empregos ou se seremos apenas impor­tador para uma elite de pou­cos terem acesso a eles? Na cabeça de quem já acha que está eleito, você já está fora.

Da Redação. 

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