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7 de Novembro de 2018 | Notícias

Sindicato protesta contra a construção de prédio residencial ao lado da Delga

coordenador da Regional Diadema e CSE na Delga, Claudionor Vieira do Nascimento, entregou abaixo-assinado ao prefeito da cidade, Lauro Michels (PV), e aos vereadores para alertar sobre o risco de fechamento da empresa com a construção de um prédio residencial vizinho à empresa, no Serraria.
O dirigente expôs a preocupação no plenário da Câmara dos Vereadores na quinta-feira, dia 1º.
“É muito grave a situação pela importância da empresa, que emprega mais de 600 trabalhadores. Muitos têm mais de 15 anos na fábrica e mais de 90% moram no entorno. O fechamento da Delga geraria um caos social na cidade, já que além dos empregos, existe a questão social das famílias, que consomem em Diadema, e as receitas para a cidade”, afirmou Claudionor.
Os vereadores aprovaram a criação de uma comissão para acompanhar o caso e um requerimento questionando a Prefeitura se a construção obedece a lei de zoneamento.
“Se viabilizar a construção do prédio, inviabiliza a produção na Delga. A empresa sofrerá reclamações por ruídos e não conseguirá mais trabalhar nos três turnos. Ao não conseguir atender a demanda dos clientes, há riscos de não ficar mais na região”, alertou.
“Por isso, os trabalhadores estão chamando a atenção sobre a importância de levar em conta o que já existe ali, uma atividade de produção, que gera empregos, renda e receitas importantes para Diadema. A preocupação com a indústria e os empregos na região tem que ser de todos para impedir esse desastre”, destacou.
Há cerca de um mês, o dirigente, junto com a direção da empresa, participou de reunião no gabinete do prefeito.
“Cobramos do prefeito o empenho dele na defesa da empresa e providências com relação a essa obra em local inapropriado para construção de um conjunto de moradia. Pedimos a compreensão, apoio e responsabilidade do poder público para impedir a obra”, explicou.
“É importante que os gestores da cidade discutam com maior preocupação os planos diretores e que envolvam toda a sociedade nas discussões. Não podemos permitir especulação imobiliária sem olhar as consequências e os impactos na região”, criticou.
No terreno, em que hoje funciona um estacionamento, uma placa já divulga o breve lançamento dos apartamentos e o estande modelo já começou a ser construído.
Emprego x especulação
Na base dos Metalúrgicos do ABC, já foram registrados outros casos semelhantes. Na Ford, em São Bernardo, um conjunto residencial construído irregularmente ameaçou a continuidade da montadora na cidade em 2004.
O diretor executivo do Sindicato e CSE na Ford, Alexandre Colombo, contou que o local era zona industrial e o estande de vendas só funcionava aos fins de semana, quando a Ford não trabalhava, para os compradores não perceberem o barulho ou a vibração.
“Da noite para o dia, o então prefeito William Dib apresentou a lei, aprovada pela Câmara, que transformou em zona mista por interesses do setor imobiliário. A Ford, que já estava há mais de 50 anos no mesmo local, foi prejudicada e isso causou sérios riscos de transferência da fábrica”, disse.
“A estamparia foi reestruturada e diminuída, com transferência de máquinas para a Bahia, fim do turno da noite e diminuição do número de trabalhadores no setor”, continuou.
Foram realizadas diversas audiências com a fábrica, o Ministério Público, Justiça Cível, Prefeitura, Câmara, além de manifestações em defesa dos empregos, para manter a montadora na cidade.
Na Isringhausen, em Diadema, um conjunto residencial construído ao lado da empresa, na Rua Gema, no Campanário, também acabou com o 3º turno do setor de molas.
“Com a construção dos prédios, a Cetesb quis embargar a empresa e foi cogitado até o seu fechamento em 2007. Com a luta do Sindicato e da Prefeitura, na época José de Filippi, conseguimos manter as atividades da empresa, garantir os empregos com remanejamento dos trabalhadores e a sobrevivência da fábrica em Diadema”, contou o CSE na Isringhausen, Josivan Nunes do Vale, o Cachoeira.

Fotos: Adonis Guerra

O coordenador da Regional Diadema e CSE na Delga, Claudionor Vieira do Nascimento, entregou abaixo-assinado ao prefeito da cidade, Lauro Michels (PV), e aos vereadores para alertar sobre o risco de fechamento da empresa com a construção de um prédio residencial vizinho à empresa, no Serraria.

O dirigente expôs a preocupação no plenário da Câmara dos Vereadores na quinta-feira, dia 1º.

“É muito grave a situação pela importância da empresa, que emprega mais de 600 trabalhadores. Muitos têm mais de 15 anos na fábrica e mais de 90% moram no entorno. O fechamento da Delga geraria um caos social na cidade, já que além dos empregos, existe a questão social das famílias, que consomem em Diadema, e as receitas para a cidade”, afirmou Claudionor.

Os vereadores aprovaram a criação de uma comissão para acompanhar o caso e um requerimento questionando a Prefeitura se a construção obedece a lei de zoneamento.

“Se viabilizar a construção do prédio, inviabiliza a produção na Delga. A empresa sofrerá reclamações por ruídos e não conseguirá mais trabalhar nos três turnos. Ao não conseguir atender a demanda dos clientes, há riscos de não ficar mais na região”, alertou.

“Por isso, os trabalhadores estão chamando a atenção sobre a importância de levar em conta o que já existe ali, uma atividade de produção, que gera empregos, renda e receitas importantes para Diadema. A preocupação com a indústria e os empregos na região tem que ser de todos para impedir esse desastre”, destacou.

Há cerca de um mês, o dirigente, junto com a direção da empresa, participou de reunião no gabinete do prefeito.

“Cobramos do prefeito o empenho dele na defesa da empresa e providências com relação a essa obra em local inapropriado para construção de um conjunto de moradia. Pedimos a compreensão, apoio e responsabilidade do poder público para impedir a obra”, explicou.

“É importante que os gestores da cidade discutam com maior preocupação os planos diretores e que envolvam toda a sociedade nas discussões. Não podemos permitir especulação imobiliária sem olhar as consequências e os impactos na região”, criticou.

No terreno, em que hoje funciona um estacionamento, uma placa já divulga o breve lançamento dos apartamentos e o estande modelo já começou a ser construído.

Emprego x especulação

Na base dos Metalúrgicos do ABC, já foram registrados outros casos semelhantes. Na Ford, em São Bernardo, um conjunto residencial construído irregularmente ameaçou a continuidade da montadora na cidade em 2004.

O diretor executivo do Sindicato e CSE na Ford, Alexandre Colombo, contou que o local era zona industrial e o estande de vendas só funcionava aos fins de semana, quando a Ford não trabalhava, para os compradores não perceberem o barulho ou a vibração.

“Da noite para o dia, o então prefeito William Dib apresentou a lei, aprovada pela Câmara, que transformou em zona mista por interesses do setor imobiliário. A Ford, que já estava há mais de 50 anos no mesmo local, foi prejudicada e isso causou sérios riscos de transferência da fábrica”, disse.

“A estamparia foi reestruturada e diminuída, com transferência de máquinas para a Bahia, fim do turno da noite e diminuição do número de trabalhadores no setor”, continuou.

Foram realizadas diversas audiências com a fábrica, o Ministério Público, Justiça Cível, Prefeitura, Câmara, além de manifestações em defesa dos empregos, para manter a montadora na cidade.

Na Isringhausen, em Diadema, um conjunto residencial construído ao lado da empresa, na Rua Gema, no Campanário, também acabou com o 3º turno do setor de molas.

“Com a construção dos prédios, a Cetesb quis embargar a empresa e foi cogitado até o seu fechamento em 2007. Com a luta do Sindicato e da Prefeitura, na época José de Filippi, conseguimos manter as atividades da empresa, garantir os empregos com remanejamento dos trabalhadores e a sobrevivência da fábrica em Diadema”, contou o CSE na Isringhausen, Josivan Nunes do Vale, o Cachoeira.

Da redação

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