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9 de Novembro de 2018 | Notícias

Assinatura do novo regime automotivo marca abertura do Salão do Automóvel

Foto: Adonis Guerra

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, Wagnão, esteve ontem na abertura do 30º Salão Internacional do Au­tomóvel 2018. Na entrevista ao lado ele comenta a assinatura do decreto que regulamenta o Rota 2030 e o discurso feito por Temer na ocasião, além das novidades apresentadas no evento.

Tribuna Metalúrgica – O que você achou da abertura do Salão?

Wagnão – Em uma ceri­mônia xoxa, a grande come­moração da mesa que abriu o Salão com o presidente golpista Michel Temer foi a assinatura feita ali do decre­to que regulamenta o Rota 2030.

TM – E qual a sua opinião sobre esse novo regime auto­motivo?

Wagnão – Para os meta­lúrgicos do ABC ligados ao setor automotivo, a medida está muito longe de proteger o emprego no Brasil, porque o seu principal ponto, a obriga­toriedade de um percentual de produção nacional que estava presente no Inovar-Auto, não consta nesse decreto. Muito pelo contrário, em algumas situações exemplares como a questão do carro elétrico, ele incentiva a importação de veículos ao invés de sua pro­dução nacional. Tanto é que um dos discursos mais anima­dos em relação ao Rota 2030 foi o do presidente da Abeifa, Associação Brasileira dos Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, José Luiz Gandin, comemorando a assinatura do programa.

TM – E como foi o discurso de Temer?

Wagnão – Temer se auto parabenizou pela ousadia de ter aprovado a famige­rada reforma Trabalhista, em um discurso totalmente desconectado da realidade, afirmando que esta já apre­senta resultados positivos em relação ao emprego. Questão negada pelos próprios jornais esta semana, que afirmam que a reforma não gerou os empregos esperados, inclu­sive com declarações das confederações patronais con­firmando isso.

TM – Há novidades no Salão?

Wagnão – O Salão é sem­pre um ambiente que aponta para uma potencialização e dinamização do setor para o próximo ano, mas inova­ções do ponto de vista de lançamentos foram raras. O que percebemos foi muita tecnologia embarcada ou aprimoradas em veículos já existentes, mas veículos que nós já conhecemos. Poucas fo­ram as marcas que ofereceram surpresas de novos veículos.

TM – O que esperar do pró­ximo governo com relação ao Rota?

Wagnão – Agora é aguar­dar o próximo ano de um novo governo ultraliberal que poderá ter a potencial inter­venção negativa que destrua o já enfraquecido Rota 2030.

Da Redação. 

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