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13 de Novembro de 2018 | Notícias

Fala Wagnão - 1 ano da reforma Trabalhista

Foto: Divulgação

Ao completar um ano de vigência da reforma Trabalhista, nada do que constava no discurso de seus defensores se concretizou. Os dados só comprovam que a reforma não era para gerar empregos muito menos reduzir a informalidade, como diziam.

A medida foi prometida para gerar dois milhões de empregos em 2018 e 2019. Neste primeiro ano foram criados 298.312 vagas, de acordo com o Ministério do Trabalho. Está muito longe dos anos em que o país registrou pleno crescimento econômico e geração de empregos de qualidade. Hoje cada um tem alguém em casa ou na família desempregado.

A informalidade só aumentou, com 11,5 milhões de brasileiros, 532 mil trabalhadores a mais do que no ano anterior sem direitos trabalhistas.

As ações na Justiça do Trabalho caíram 36%, mas não por um bom sinal de respeito dos patrões aos direitos. Com a reforma, a parte perdedora arca com os custos do processo todo, o que inibe o trabalhador na busca pelos seus direitos.

A aprovação da reforma Trabalhista tinha o objetivo claro de retirar direitos dos trabalhadores e aumentar o lucro dos patrões.

Há um ano, neste mesmo espaço, falamos sobre a mudança nas relações de trabalho, feita sem ouvir os trabalhadores, parte essencial do processo, para precarizar e levar ao empobrecimento da população.

Agora, um ano depois, o governo eleito já mostrou que virá para aprofundar ainda mais o desmonte nos direitos. Em plena campanha, defenderam o fim do 13º salário e do adicional de férias e a introdução de uma carteira verde e amarela, sem direitos, sem a aposentadoria pelo INSS. É a maneira perversa de passar por cima dos trabalhadores ao regularizar o que é trabalho informal e precário.

Eleitos, já anunciaram que vão acabar com o Ministério do Trabalho. As atribuições da pasta serão incorporadas ao “superministério” de Paulo Guedes, ultra liberal que defende os interesses dos grandes empresários e multinacionais, em um “pacotão” de retirada de direitos.

Nós, metalúrgicos do ABC, resistiremos. À luta, companheiros e companheiras.

Da Redação.

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