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14 de Novembro de 2018 | Notícias

Fala Wagnão - Teia da desigualdade

Stan Lee, exemplo de sucesso no mundo, trabalhou a vida toda e acumulou fortuna muito abaixo do que banqueiros mais novos. O sistema financeiro é a origem da desigualdade no mundo

Criador de super-heróis como Homem-Aranha, X-Men, Thor, Hulk, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e idealizador de tantos outros personagens da Marvel, Stan Lee revolucionou o mercado de histórias em quadrinhos. A principal característica dos personagens dele é lutar contra a injustiça e a desigualdade no mundo.

Morreu aos 95 anos na segunda-feira, nos Estados Unidos, após quase 80 anos de trabalho. A vida dele nos oferece um grande exemplo do que está na raiz da desigualdade do mundo hoje.

Todo o sucesso de uma vida inteira de trabalho, toda uma produção mundialmente conhecida, uma pessoa que deu certo, segundo os conceitos atuais de meritocracia, e Stan Lee deixa uma fortuna estipulada em US$ 50 milhões, cerca de R$ 180 milhões.

Mas, por mais fama, estrela, competência e genialidade de Stan Lee, não chega nem perto da fortuna que banqueiros brasileiros bem mais novos do que ele já acumulam.

Temos como exemplos os banqueiros Pedro Moreira Salles, Walther Moreira Salles Junior, João Moreira Salles, com R$ 5 bilhões cada. João Amoêdo tem R$ 425 milhões, Henrique Meirelles possui R$ 377 milhões.

É a mostra de um sistema financeiro que vive de sugar recursos da sociedade. A origem dos problemas brasileiros também está ai. Os juros da dívida pública para pagar os banqueiros chegam a cerca de R$ 500 bilhões por ano.

Isso não se discute quando cortam os investimentos públicos em saúde e educação públicas. Também não mexem nos bilhões de lucro dos banqueiros enquanto querem acabar com a previdência pública e o direito de cada trabalhador se aposentar depois de uma vida inteira de trabalho. As verdadeiras sanguessugas da sociedade são representadas pelos banqueiros e sistema financeiro.

Vale lembrar que os personagens de Stan Lee têm suas qualidades, poderes, respeito à individualidade, capacidades, competência e características de cada um, mas demonstram, principalmente nos filmes atuais, que coletivamente as chances de enfrentar os desafios são maiores. E assim é a nossa vida e o papel do Sindicato. No final, somos todos heróis na nossa luta diária.

Da Redação. 

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