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14 de Novembro de 2018 | Notícias

Sindicato e Delga debatem futuro em seminário conjunto

Fotos: Adonis Guerra

Em conjunto, o Sindicato e a Delga realizaram seminário com os trabalhadores dos três turnos da empresa para debater as perspectivas, o momento atual e as preocupações de futuro, no sábado, dia 10, na Regional Diadema.  

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, parabenizou a iniciativa. “O Japão, a Alemanha e a Itália, países destruídos depois da segunda guerra, se tornaram as potências mundiais que são por conta de um acordo em que, ou empresas, trabalhadores e governos se juntaram e fizeram o processo de reconstrução ou estariam fadadas a viver no empobrecimento”, lembrou.

“É o que estamos fazendo, entendendo que empresa tem suas necessidades, reivindicações e seus objetivos e nós, trabalhadores, também. Nós queremos emprego de qualidade, com salário decente que possa sustentar a nossa família. É o momento de dar sugestões, ouvir e intervir no processo”, afirmou.

O coordenador da Regional Diadema e CSE na Delga, Claudionor Vieira do Nascimento, falou sobre o processo de construção conjunta. “A ideia é aprender juntos para entender melhor o presente e poder discutir como construir o futuro. É importante ter os trabalhadores no centro da discussão”, explicou.

Uma preocupação é a ameaça aos empregos e continuidade da Delga com a construção de um prédio residencial vizinho à empresa. Os trabalhadores aprovaram o compromisso de lutar em defesa da fábrica em Diadema.

“A empresa disse aqui que vai ficar na cidade, mas temos que estar mais unidos do que nunca. Não tem cansaço na luta”.

O coordenador da subseção Dieese nos Metalúrgicos do ABC, Luís Paulo Bresciani, apresentou a conjuntura econômica brasileira, os desafios do setor automotivo e a importância de Diadema na geração de empregos na indústria.

Os trabalhadores tiraram dúvidas com os dirigentes do Sindicato e os representantes da empresa.

O diretor executivo do Sindicato, responsável por políticas industriais, Wellington Messias Damasceno, explicou a política industrial para o setor automotivo, os impactos que os acordos comerciais do Brasil têm no dia a dia e os avanços da Indústria 4.0.

“É interessante saber o que aconteceu no passado e preparar o futuro. Se não tiver investimentos não vamos andar para frente”, José Eduardo da Silva, o Pilão, colocação, há 22 anos na Delga.

“Achei bem proveitosa a atividade. Trabalho no preparo de máquinas na produção e poder parar para conversar sobre o futuro é muito bom”, Gabriel Felix, na estamparia, há 14 anos na Delga.

“A interação entre empresa, Sindicato e trabalhadores é muito boa para chegar a um consenso e manter empregos e a Delga aqui”, Alan Tomaz, ferramentaria, há 18 anos na fábrica.

Da Redação. 

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