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22 de Novembro de 2018 | Notícias

Medida estimulará a ferramentaria

Liberação de créditos retidos das montadoras e autopeças para investir em ferramentarias garante o futuro do setor

Na coletiva de imprensa do Salão do Automóvel, anúncio é feito pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, secretário da Fazenda de São Paulo, Luiz Cláudio de Carvalho, e o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão. Fotos: Divulgação. 


Proposta dos Metalúrgicos do ABC e do APL de Ferramentaria do ABC, a liberação de créditos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) das montadoras e autopeças do Estado de São Paulo para investir em ferramentarias foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 9.   

No dia 14, o anúncio foi feito em coletiva de imprensa no Salão do Automóvel, em São Paulo, onde o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, ressaltou a importância desta medida para o setor.

“O programa será fundamental para revitalizar o setor, com investimentos estruturais nas empresas para que estas melhorem sua competitividade. Com isso, será necessário investir na qualificação profissional e na contratação de novos trabalhadores”, afirmou.

“Essa medida é um exemplo de solução conjunta entre trabalhadores, empresários e governo buscando a recuperação de um setor que tem enfrentado muitas dificuldades nos últimos anos”, prosseguiu.

A estimativa é de cerca de R$ 5 bilhões de créditos só das montadoras na Secretaria da Fazenda do Estado que poderão ser liberados pelo programa. O decreto, que depende de regulamentação, ainda contempla a possibilidade das autopeças utilizarem o crédito da mesma forma.

Quando as montadoras e as autopeças exportam, realizam o pagamento do ICMS, porém elas adquirem um crédito como forma de incentivar as exportações. Este recurso fica parado no caixa do governo do Estado. Pela proposta, o governo libera o crédito desde que as empresas se comprometam a utilizá-lo em investimentos no setor.

O diretor executivo do Sindicato, responsável por políticas industriais, Wellington Messias Damasceno, reforçou a importância de acompanhar a regulamentação e a utilização dos recursos.

“É uma forma de garantir que os ferramentais sejam feitos aqui no Estado e no país e que isso significará, efetivamente, geração de empregos”, afirmou.

Os trabalhadores no ABC representam 17% dos ferramenteiros no Estado de São Paulo, de acordo com estudo realizado pela Subseção do Dieese nos Metalúrgicos do ABC.

“A ferramentaria é estratégica para um país desenvolver sua indústria. No ABC, o setor é extremamente importante tanto do ponto de vista da geração de empregos de qualidade quanto do desenvolvimento de novos produtos”, explicou. 

O secretário de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, lembrou que essa demanda faz parte dos esforços dos trabalhadores no fortalecimento do setor.

“O aumento da demanda por ferramentas em função do programa exigirá contratações de mais trabalhadores. Essa área necessita de profissionais altamente qualificados, o que aumenta a demanda por cursos voltados para o setor”, disse.

“Da mesma forma levaremos a proposta a outros estados para que esta política possa promover o resgate do setor em todo o país”, defendeu.

Em agosto do ano passado, o presidente do Sindicato participou da assinatura do protocolo de intenções para o fortalecimento das ferramentarias com a liberação dos créditos de ICMS em reunião no Consórcio Intermunicipal Grande ABC

Em junho deste ano, representantes do Sindicato, da CNM-CUT, e das associações Abimaq, Abinfer e Anfavea, estiveram com o secretário da Fazenda, Luiz Cláudio de Carvalho, que se comprometeu a levar o assunto para o governador Márcio França

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