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23 de Novembro de 2018 | Notícias

Metalúrgicos iniciam mobilização permanente em defesa da Previdência

"É muito importante a participação dos sindicatos e dos trabalhadores e trabalhadoras para barrar qualquer proposta que acabe com a nossa aposentadoria"

Foto: Adonis Guerra

Os Metalúrgicos do ABC iniciaram ontem as primeiras manifestações da campanha permanente pela manutenção da Previdência e da Seguridade Social. A campanha organizada pelas centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSB, CSP-Conlutas, NCST, UGT e CGTB acontece em outros sete estados. Além de São Paulo, na Bahia, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.

 A data foi definida como “Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Previdência e da Seguridade Social”, com assembleias, diálogo nas ruas com a população e panfletagem nos locais de trabalho, praças públicas e ambientes de grande circulação.

No ABC, os CSEs fizeram panfletagem nas fábricas e conversaram com os trabalhadores sobre a importância da mobilização permanente para impedir a reforma da Previdência defendida pelo governo eleito.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proposta de reforma do presidente eleito Jair Bolsonaro é ainda pior que a de Temer. “Bolsonaro quer trazer para o Brasil o modelo de capitalização da previdência que levou milhares de chilenos à miséria. Muitos não conseguiram se aposentar e outros ganham metade do salário mínimo”, ressaltou.

A campanha lançada pelas centrais no último dia 12 apresenta um documento com os princípios gerais para a garantia da universalidade e do futuro da Previdência e da Seguridade Social.

“Se o trabalhador não contribui por alguns meses por ter ficado muito tempo desempregado, fazendo bicos ou totalmente sem renda, nunca conseguirá se aposentar”, criticou.

Para o presidente da CUT, é fundamental a manutenção do modelo de repartição, onde os trabalhadores que estão na ativa contribuem para que os aposentados, que já contribuíram, recebam o benefício. Nesse modelo há a contribuição dos trabalhadores, empresas e governo, com a garantia de que os benefícios sejam, pelo menos, atrelados ao salário mínimo.

“É muito importante a participação dos sindicatos e dos trabalhadores e trabalhadoras para barrar qualquer proposta que acabe com a nossa aposentadoria, assim como fizemos no ano passado. Por isso, é fundamental a dedicação de todos”, ressaltou.

 Da Redação

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