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27 de Novembro de 2018 | Notícias

Fala Wagnão - Reconhecer o preconceito para transformar a sociedade

Ao perceber o comportamento racista, cada um pode passar a contribuir na luta por uma sociedade mais igual

Foto: Raquel Camargo

Nessa atividade da Consciência Negra, é importante registrar o agradecimento a todos os negros e negras que compuseram e compõem a Comissão de Igualdade Racial e Combate ao Racismo dos Metalúrgicos do ABC, que ajudaram a trazer para o Sindicato a realidade que vivem na fábrica e na sociedade.

Tenho que tomar o cuidado e falar “sobre” os negros, nunca “como” um negro. Para sentir o preconceito, você precisa ter sofrido algum tipo de discriminação para saber o quanto isso é odioso, o quanto machuca e dói. Posso falar como branco, sensível à causa e à luta dos negros.

Se quisermos mudar o mundo e buscar a igualdade, temos que primeiro assumir os próprios preconceitos para entender as batalhas que têm que ser travadas. Mas reconhecer seu racismo e preconceito é difícil.

É o exercício de se olhar no espelho e dizer onde está o seu comportamento racista e preconceituoso. Na maioria das vezes não é nem por opção. É preciso tomar consciência de que existem na sua personalidade comportamentos preconceituosos, com ideias embutidas na sua formação desde criança e que, muitas vezes, quem te formou nem percebeu.

A sociedade é extremamente racista e preconceituosa. Por exemplo, você está em uma rua erma qualquer e vem em sua direção um negro. Qual o primeiro pensamento que passa pela sua cabeça? Seria o mesmo se fosse um homem branco? Aí está o seu preconceito.

A partir do momento em que começa a tomar consciência disso, começa a ter solidariedade com os negros e as negras. Assim você pode contribuir com a luta e, de fato, trabalhar para mudar a sociedade.

Só conseguiremos propor uma sociedade mais igual se enxergarmos as diferenças que existem nela.

Enquanto um branco tiver mais possibilidades do que um negro e se utilizar disso para se promover na fábrica, mesmo que seja por omissão, isso não vai mudar.  E a omissão é um dos piores pecados que podemos cometer, de estar diante daquilo que enxergamos e não gostaríamos que acontecesse conosco nem com a nossa família.

Esse é o debate que temos que fazer. É reconhecer e começar a trabalhar contra aquilo que faz mal ao espírito, à alma, à convivência, ao coletivo e à sociedade. O Sindicato é esse espaço de reflexão.

O país só vai acabar com a desigualdade quando a sociedade assumir seu racismo e lutar contra o preconceito.

Da Redação. 

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Centro - São Bernardo do Campo/SP
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