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6 de Fevereiro de 2019 | Notícias

Igreja reforça opção pelos mais pobres

Em visita aos Metalúrgicos do ABC, bispo pede união dos sindicatos para exigir auditoria da dívida pública

Foto: Adonis Guerra

Para ampliar o diálogo com a igreja católica, parceira histórica nas lutas dos trabalhadores, o Sindicato recebeu no último dia 31, o bispo Diocesano de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini. As conversas iniciaram em agosto do ano passado, quando dirigentes dos Metalúrgicos do ABC visitaram o bispo.

No encontro foram discutidas ações sociais da igreja na vida dos trabalhadores e firmado compromisso em desenvolver projetos conjuntos para o bem da região.  O secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, apresentou números levantados pela subseção do Dieese sobre desemprego no ABC.

Os dados apontam que houve aumento da informalidade e da precarização do trabalhador na região, com taxa de desemprego de quase 19%. Nos últimos cinco anos, o ABC perdeu 100 mil vagas e o trabalhador demora em média um ano para se reempregar.

“A história da igreja católica aqui no ABC passa pela história dos trabalhadores na resistência contra a ditadura, na luta por melhores condições de vida e de trabalho. Por isso é importante esse diálogo social na busca pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e contra o desemprego”, destacou Aroaldo.

O secretário-geral lembrou que a igreja também teve papel importante na greve geral de abril do ano passado. “A igreja orientou as entidades católicas e os fiéis a aderirem à greve contra a reforma. Então, neste momento de discussão de reforma da Previdência, essa ajuda é fundamental para construir uma resistência e um diálogo com os trabalhadores nesse sentido”.

O dirigente também destacou a contribuíção fundamental da instituição católica em tempos de alta de desemprego. “Ela não só auxilia os desempregados, mas também discute caminhos para superar isso”.

“No último período foi desmontada toda nossa governança local, precisamos retomar essa discussão, porque qualquer política a ser adotada aqui precisa de todos os atores sociais além do poder público”, finalizou.

O bispo ressaltou que a proposta da Campanha da Fraternidade deste ano discute a importância das políticas públicas para a população mais pobre. “A igreja católica fez a opção pelos mais pobres. A proposta da Campanha é conscientizar para que as políticas públicas efetivamente contemplem pessoas e não grupos de interesse”.

Dom Pedro Carlos Cipollini pediu a união dos sindicatos para exigir uma auditoria da dívida pública que entre amortização e juros consome quase metade do orçamento da união. “Penso que esse deveria ser um movimento como aquele das Diretas Já, algo que levantasse uma bandeira forte para que se assumisse essa questão da auditoria da dívida pública”.

 Da Redação

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