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8 de Fevereiro de 2019 | Notícias

Trabalhadores na Delga e na Toledo aprovam disposição de luta contra reforma da Previdência

Fotos: Adonis Guerra

Os trabalhadores na Delga, em Diadema, e na Toledo, em São Bernardo, aprovaram a disposição de luta contra a reforma da Pre­vidência em assembleias realizadas ontem. O Sindicato iniciou a série de assembleias nesta semana para discutir o tema e mobilizar para a assembleia geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 20, na Praça da Sé, em São Paulo.

O secretário-geral dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva, explicou a necessidade de luta e esclarecimento de toda a população sobre o que a reforma representa.

“Vão querer esmagar e retirar os direitos dos trabalhadores. A resistência aos ataques passa não só pela categoria, mas por toda a população brasileira”, afirmou.

Aroaldo explicou que a lógica atual da Previdência Social é baseada no pacto entre as gerações. “A geração atual que trabalha sustenta a aposentadoria da geração anterior. E isso porque existe o pacto de a geração posterior sustentar a nossa aposentadoria. O modelo é de solidariedade”, disse.

“A lógica que querem implantar é indivi­dualizar a Previdência. Cada um vai formar a poupança que vai ser a sua aposentadoria, estando empregado ou não. Não tem valor de aposentadoria mínimo”, lembrou.

“Quando estiver para aposentar tem que fazer a opção se prevê viver até os 85 anos e recebe determinada quantia por mês. Se quiser receber um pouco mais, diminui a própria expectativa de vida para 80 anos, por exemplo. Mas se viver mais, o dinheiro acaba. Vai ser problema de cada um se pro­gramou errado e viveu mais do que achava que viveria”, alertou.

"Dia 20 vamos tirar um calendário de resistência, se preciso, vamos fazer uma greve geral para provar que esse tema não é só de meia dúzia, mas dos 205 milhões de brasileiros", convocou.

Toledo

Pela manhã, a assembleia foi na Toledo. O coordenador de área e CSE na Toledo, José Caitano Lima, explicou os temas que estão em jogo na reforma.

“O tema influencia muito o futuro da classe trabalhadora e da sociedade. Temos que estar atentos porque não é só a questão da aposentadoria, que por si só já é uma aberração, mas é todo um pacote que pode passar despercebido que inclui acidentados e afastados por invalidez, por exemplo”, alertou.

Delga

À tarde, em assembleia na Delga, o co­ordenador da Regional Diadema e CSE na Delga, Claudionor Vieira do Nascimento, destacou o poder da classe trabalhadora de barrar o projeto.

"O trabalhador com jornada intermitente não vai conseguir contribuir, esse é um dos motivos pelos quais esse modelo de reforma não vai dar certo aqui. Não dá para ficar só perguntando o que o Sindicato vai fazer. A luta é de todos nós. Acredito no poder da classe trabalhadora brasileira e sei que não vamos deixar acontecer aqui o que aconteceu em outros países".

Da Redação. 

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