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12 de Março de 2019 | Notícias

Sindicato inicia campanha de arrecadação para vítimas das chuvas

Foto: Divulgação

O Sindicato inicia a campanha de arreca­dação para os atin­gidos pelas fortes chuvas na região. As doações de água, alimentos não perecíveis, roupas, produtos de limpeza e higiene pessoal podem ser entregues na Sede e nas Regio­nais Diadema e Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Os di­rigentes do Sindicato também vão procurar as empresas para fazer a arrecadação conjunta nas fábricas.

Foram dez vítimas fatais na região, sendo quatro pessoas em Ribeirão Pires por desliza­mento, três em São Caetano, uma em São Bernardo e duas em Santo André por afogamen­to. Ruas, casas, comércios e in­dústrias, como a Mercedes, fo­ram tomados pelas enchentes.

“Neste momento de desespero e sofrimento, as pessoas precisam muito da solidariedade de todos. A falta de políticas públicas de combate à enchente na nossa região afeta os moradores, que perderam o que construíram durante suas vidas, e também afeta diversas empresas, com impactos no investimento industrial e na produção”, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva.

“A questão é prioritária em toda a região metropoli­tana de São Paulo e precisa de investimentos em pre­venção, manutenção e novas intervenções. Aqui na região tudo o que precisa ser feito já foi mapeado pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que reunia as sete prefeituras da região”, lembrou.

O estudo sobre macro e micro drenagem foi entregue aos prefeitos em 2016, duran­te a presidência no Consór­cio do então prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, que transmitiu o estudo à nova gestão no final daquele ano.

O estudo apontou a ne­cessidade de 259 intervenções nas sete cidades, com inves­timentos de cerca de R$ 3 bilhões, 137 km de redes de galerias e canais e 6 milhões de m³ de novos piscinões.

“Macrodrenagem devia ser total responsabilidade do Estado, mas não podemos ficar esperando. A água não obedece divisas”, disse Ma­rinho à época.

Aroaldo reforçou que todos sabem o que é preciso fazer e onde alaga na região. “Precisamos cobrar responsa­bilidade das autoridades para retomar a execução do Plano Regional. E rearticular o Con­sórcio, já que Diadema saiu da entidade e São Caetano e Rio Grande da Serra aprovaram as suas saídas. Isso mostra a ausência de atuação do Con­sórcio nos últimos dois anos”, criticou.

“Os problemas são co­muns em toda a região e, por isso, as cidades têm que estar articuladas para cobrar o go­verno do Estado e efetivar soluções”, concluiu.

Da Redação. 

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