PESQUISA / SUGESTÕES
RECEBA INFORMAÇÕES
14 de Março de 2019 | Notícias

Reeleito presidente da FEM-CUT, Luizão faz balanço e aponta desafios do novo mandato

Fotos: FEM-CUT/ SP

O presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, FEM-CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão (CSE na Volks), foi reeleito por unanimidade para representar os metalúrgicos por mais quatro anos. A eleição e a posse foram realizadas ao final do 8º Congresso da entidade, no dia 28 de março, na Praia Grande. Nesta entrevista ele faz um balanço da gestão 2015-2019 e traça os desafios para o novo mandato.

A diretoria da Federação foi reestruturada. Para esta nova formação, os representantes do ABC eleitos que ocupam agora cargos na diretoria executiva são: Daniel Bispo Calazans (CSE na Scania) e Edivaldo José De Moura, o Pula-Pula (CSE na Ford). Maria Gilsa Conceição Macedo (CSE na BCS) é membro do Conselho Fiscal.

Mandato 2015-2019

Em 2015 tivemos inflação alta, 9,88%; em 2016 foi 9,62%, o que dificultou muito a Campanha Salarial, conseguimos a reposição da inflação em duas vezes. Além da inflação alta, o desemprego também foi um grande dificultador.

Em 2017 a inflação caiu para 1,73%, mas o desemprego era alto e já tínhamos um governo oriundo de um golpe que falava em reforma previdenciária e que aprovou a reforma Trabalhista. Naquele momento nosso foco era a garantia da Convenção Coletiva de Trabalho. Em 2018 a inflação continua baixa, 3,64%, e mesmo com o desemprego em alta, foi umas das melhores campanhas salariais do Brasil com reajuste total de 5%. Mas de novo, grande desafio foi manter as cláusulas da Convenção.

Balanço

Foi um período rico em aprendizado e cheio de desafios. A FEM-CUT e seus sindicatos conseguiram atravessar esse período não só mantendo o poder de compra dos salários, mas em 2018 conseguiu um aumento considerável e sobretudo manteve os direitos históricos dos trabalhadores. Também é importante destacar que criamos uma cláusula de salvaguarda contra a reforma Trabalhista que foi bastante eficaz porque não tivemos nenhum caso na nossa base de aplicação de algum item da reforma.

Desafios para 2019-2023

O Brasil vive um novo momento, com uma política econômica agressivamente liberal, pensamentos atrasados, e com ideias de extrema direita que historicamente são contrárias à evolução dos direitos dos trabalhadores. Este é um cenário desafiador, que deve ser tão difícil quanto foram os últimos quatro anos, com o agravante de o governo tentar enfraquecer as entidades sindicais de todas as maneiras, seja questionando a sua representatividade, seja querendo determinar como se dará a arrecadação das entidades. Isso impõe para o movimento sindical um desafio muito grande. Em 75 dias de governo, não vimos absolutamente nenhuma proposta para geração de empregos.

Campanha Salarial 2019

A maioria das Convenções Coletivas que a FEMCUT assinou em 2018 tem validade de dois anos, portanto valem até agosto de 2020. Já iniciamos contato com aqueles que assinaram por um ano para estender por dois anos e acreditamos que ainda no primeiro semestre consigamos concluir isso. A nossa expectativa é que na Campanha deste ano possamos focar nas questões econômicas e em alguns ajustes pontuais. Mas isso não pode ser uma afirmação, porque o empresariado tem se sentido à vontade para retirar direitos por conta da reforma Trabalhista. Certamente vamos ouvir a choradeira de anos anteriores por não haver o crescimento desejado na indústria.

Impacto do fechamento da Ford

O anúncio de fechamento da Ford reflete em toda a cadeia produtiva e traz consequências profundas para a base da FEM, o maior segmento de negociação da FEM-CUT é o de autopeças que fornece para Ford. Teremos consequências na Campanha Salarial porque as empresas farão demissões e alegarão dificuldade, consequentemente para se chegar a um acordo será mais difícil. A grande preocupação é que isso incentive grandes empresas a tomar o mesmo caminho.

Avaliações do 8º Congresso

Precisamos estar mais próximos da base, dialogando mais com os trabalhadores, entendendo que as necessidades do período que vivemos são diferentes do que em anos anteriores. Houve a compreensão de que é necessário readequar a direção para garantir que todos os sindicatos estivessem representados dentro da Federação, onde cada um possa contribuir com seu trabalho. A ideia é desprender energia com o que possa se tornar reivindicação e realidade para o trabalhador dentro da Convenção Coletiva de Trabalho.

 Da redação

presidente da Federação
Estadual
dos Metalúrgicos da
CUT, FEM-CUT, Luiz Carlos
da Silva Dias, o Luizão (CSE
na Volks), foi reeleito por unanimidade
para representar os
metalúrgicos por mais quatro
anos. A eleição e a posse foram
realizadas ao final do 8º Congresso
da entidade, no dia 28 de
março, na Praia Grande. Nesta
entrevista ele faz um balanço
da gestão 2015-2019 e traça os
desafios para o novo mandato.
A diretoria da Federação
foi reestruturada. Para esta
nova formação, os representantes
do ABC eleitos que ocupam
agora cargos na diretoria
executiva são: Daniel Bispo
Calazans (CSE na Scania) e
Edivaldo José De Moura, o
Pula-Pula (CSE na Ford). Maria
Gilsa Conceição Macedo
(CSE na BCS) é membro do
Conselho Fiscal.
Mandato 2015-2019
Em 2015 tivemos inflação
alta, 9,88%; em 2016
foi 9,62%, o que dificultou
muito a Campanha Salarial,
conseguimos a reposição da
inflação em duas vezes. Além
da inflação alta, o desemprego
também foi um grande dificultador.
Em 2017 a inflação caiu
para 1,73%, mas o desemprego
era alto e já tínhamos
um governo oriundo de um
golpe que falava em reforma
previdenciária e que aprovou
a reforma Trabalhista. Naquele
momento nosso foco
era a garantia da Convenção
Coletiva de Trabalho. Em
2018 a inflação continua
baixa, 3,64%, e mesmo com
o desemprego em alta, foi
umas das melhores campanhas
salariais do Brasil com
reajuste total de 5%. Mas
de novo, grande desafio foi
manter as cláusulas da Convenção.
Balanço
Foi um período rico em
aprendizado e cheio de desafios.
A FEM-CUT e seus
sindicatos conseguiram atravessar
esse período não só
mantendo o poder de compra
dos salários, mas em 2018
conseguiu um aumento considerável
e sobretudo manteve
os direitos históricos dos
trabalhadores. Também é importante
destacar que criamos
uma cláusula de salvaguarda
contra a reforma Trabalhista
que foi bastante eficaz porque
não tivemos nenhum caso na
nossa base de aplicação de algum
item da reforma.
Desafios para 2019-2023
O Brasil vive um novo
momento, com uma política
econômica agressivamente
liberal, pensamentos atrasados,
e com ideias de extrema
direita que historicamente
são contrárias à evolução dos
direitos dos trabalhadores.
Este é um cenário desafiador,
que deve ser tão difícil quanto
foram os últimos quatro
anos, com o agravante de o
governo tentar enfraquecer as
entidades sindicais de todas as
maneiras, seja questionando
a sua representatividade, seja
querendo determinar como se
dará a arrecadação das entidades.
Isso impõe para o movimento
sindical um desafio
muito grande. Em 75 dias de
governo, não vimos absolutamente
nenhuma proposta para
geração de empregos.
Campanha Salarial 2019
A maioria das Convenções
Coletivas que a FEMCUT
assinou em 2018 tem validade
de dois anos, portanto
valem até agosto de 2020. Já
iniciamos contato com aqueles
que assinaram por um ano
para estender por dois anos
e acreditamos que ainda no
primeiro semestre consigamos
concluir isso. A nossa expectativa
é que na Campanha deste
ano possamos focar nas questões
econômicas e em alguns
ajustes pontuais. Mas isso
não pode ser uma afirmação,
porque o empresariado tem se
sentido à vontade para retirar
direitos por conta da reforma
Trabalhista. Certamente
vamos ouvir a choradeira de
anos anteriores por não haver
o crescimento desejado na
indústria.
Impacto do fechamento
da Ford
O anúncio de fechamento
da Ford reflete em toda a
cadeia produtiva e traz consequências
profundas para a base
da FEM, o maior segmento de
negociação da FEM-CUT é o
de autopeças que fornece para
Ford. Teremos consequências
na Campanha Salarial porque
as empresas farão demissões
e alegarão dificuldade, consequentemente
para se chegar a
um acordo será mais difícil. A
grande preocupação é que isso
incentive grandes empresas a
tomar o mesmo caminho.
Avaliações do 8º Congresso
Precisamos estar mais
próximos da base, dialogando
mais com os trabalhadores,
entendendo que as necessidades
do período que vivemos
são diferentes do que
em anos anteriores. Houve
a compreensão de que é necessário
readequar a direção
para garantir que todos os
sindicatos estivessem representados
dentro da Federação,
onde cada um possa contribuir
com seu trabalho. A ideia é
desprender energia com o que
possa se tornar reivindicação
e realidade para o trabalhador
dentro da Convenção Coletiva
de Trabalh
00
comentários para esta matériaCOMENTAR
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Rua João Basso, 231 - CEP 09721-100
Centro - São Bernardo do Campo/SP
TRIBUNA METALÚRGICA


VEJA TODAS AS EDIÇÕES
Buscar por Nº: