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15 de Março de 2019 | Notícias

Sindicato debate políticas para a ferramentaria

Fotos: Adonis Guerra

O Sindicato organizou ontem o Encontro de Ferramentarias do Estado de São Paulo, no Instituto Mauá de Tecnolo­gia, em São Caetano, com a participação de representan­tes dos trabalhadores, empre­sários e universidade.

Na pauta, a proposta do Centro de Desenvolvimento de Moldes apresentada pela Associação dos Engenheiros Automotivos (AEA), o Rota 2030, ex-tarifário e créditos de ICMS no Estado de São Paulo.

O diretor de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodi­nho, reforçou a importância de debater a ferramentaria com todos os envolvidos.

“A ferramentaria é es­tratégica para o desenvolvi­mento industrial brasileiro. Isso porque, ela está na ori­gem de qualquer produto, inclusive no setor automoti­vo. Este encontro é parte dos esforços no resgate e fortale­cimento do setor”, afirmou.

“O ferramenteiro é um profissional altamente quali­ficado e que recebe melhores salários. Realizar esta ativi­dade em uma universidade é simbólico para discutir a capacitação profissional, além da produção de conhe­cimento”, prosseguiu.

O diretor executivo dos Metalúrgicos do ABC, res­ponsável por Políticas In­dustriais, Wellington Mes­sias Damasceno, explicou os pontos do Rota 2030 que tratam da ferramentaria e criticou a falta de visão da medida.

“Após muita insistên­cia nossa em incluir o tema, ele foi instituído dentro dos programas estratégicos que as empresas podem investir. Porém, como o Rota não prevê nenhuma garantia de produção nem conteúdo lo­cal, o setor de ferramentaria pode minguar por falta de serviço”, alertou.

“O setor havia tido uma retomada na geração de em­pregos e, desde 2016, temos visto uma queda de 21,5% no Estado de São Paulo. O pro­grama prevê subsídios para as empresas investirem em pesquisa e desenvolvimento. No mínimo, devemos exigir que esses subsídios garantam os empregos atuais e gerem novos”, defendeu.

Da Redação. 

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