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16 de Maio de 2019 | Notícias

Educação para rumo à greve geral em 14 de junho

Trabalhadores de diversos setores, professores, estudantes, pais e mães de alunos desde a rede básica até o ensino superior protestaram em defesa da educação e contra a reforma da Previdência

Fotos: Adonis Guerra

Os metalúrgicos do ABC se reuniram a milhares de manifestantes ontem, dia da Greve Nacional da Educação, contra os cortes do governo Bolsonaro na educação e contra a reforma da Previdência. Por todo o país, os atos foram um esquenta para a greve geral convocada pela CUT e demais centrais sindicais para 14 de junho.

A paralisação tomou conta de escolas, universidades, institutos federais e das ruas nas capitais e cidades do interior do país.

Em São Paulo, os manifestantes pararam a Av. Paulista. Aos gritos de “não vai ter corte”, “unificou, é estudante junto com trabalhador” e “Ô Bolsonaro, que papelão, balbúrdia é acabar com a educação”, estudantes de várias idades, professores, pais e mães de alunos, trabalhadores de diversos setores e movimentos sociais protestaram em uma avenida lotada.

O presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, criticou os cortes na educação. “Este governo não se preocupa com a qualificação nem com a formação do seu povo e da sua juventude. Os metalúrgicos do ABC estão presentes nesta que é a luta pelos trabalhadores do futuro e que conduzirão este país”, afirmou.

“A nossa defesa é por uma educação pública de qualidade e por um Brasil mais igual, decente e que dê futuro a sua juventude. A nossa luta é pelos direitos de todos trabalhadores, seja na fábrica, na rua ou na sala de aula”, explicou.

A presidenta da Apeoesp e deputada estadual, Maria Izabel Noronha, a Bebel, reforçou as críticas ao governo. “É um dia histórico. É a luta pela educação, contra Bolsonaro, que quer tirar dinheiro da educação infantil até a pós-graduação”, disse.

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, conduziu a votação da greve geral, aprovada pela multidão na Av. Paulista. “Nós vamos defender a educação com o povo nas ruas e vamos construir uma grande greve geral no dia 14 de junho”, convocou.

O ato seguiu em caminhada até a Assembleia Legislativa. Wagnão avaliou a participação massiva no ato.

“Não consegui mensurar quantas pessoas tinham na Av. Paulista. Fiquei parado por quase duas horas em frente à Fiesp e não parava de passar gente nos dois sentidos da avenida”, concluiu.

ATOS PELO BRASIL 

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Fotos: Divulgação

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