PESQUISA / SUGESTÕES
RECEBA INFORMAÇÕES
22 de Maio de 2019 | Notícias

Metalúrgicos debatem genocídio da população negra

Fotos: Adonis Guerra

Na tarde da segunda-feira, 20, foi realizada a “1ª Conferência Nacional de Igualdade Racial - Marielle Franco”, um dia antes do início do 10º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em Guarulhos (SP). O tema central do debate foi “Por um estado democrático de direito, contra o genocídio da população negra”.

A secretária de Igualdade Racial da Confederação, Christiane Aparecida dos Santos, destacou o tema da democracia como fundamental no debate sobre o racismo.

“Não tem como falar em democracia sem falar da questão racial. Como falar de democracia se tem uma parcela da sociedade que passa fome e com a população negra sendo assassinada pelo Estado?”, questionou a dirigente.

O professor Deivison Mendes Faustino Nkosi, da Universidade Federal de São Paulo, elencou três tópicos para o debate sobre a questão racial: Capitalismo e racismo, o racismo diante das transformações no processo produtivo e o combate ao racismo no contexto da luta de classes. "Não dá pra falar de luta de classes sem olhar o racismo e a importância do racismo para o capitalismo”, defendeu.

Segundo ele, a natureza contraditória do capitalismo, que propõe uma igualdade formal (expressa juridicamente) e uma liberdade (para vender a sua força de trabalho), não foi suficiente para dar conta das desigualdades raciais.

“As desigualdades raciais estão presentes na sociedade, na fábrica e no sindicato. Os fantasmas da escravidão continuam assombrando”, concluiu o professor.

A jornalista Juliana Gonçalves, da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, a Cojira, mostrou preocupação com a atual conjuntura política no Brasil e destacou o crescimento da informalidade e do desemprego com maior impacto sobre a população negra. “A reforma da Previdência é a destruição da seguridade social, seguro desemprego, licença maternidade, remuneração por acidente de trabalho. Mulheres e mulheres negras são as mais atingidas por essas mudanças que estão na proposta do governo”, disse.

“Essa foi a primeira conferência nacional racial promovida pela CNM/CUT, o que mostra como o debate vem ganhando espaço na sociedade pelo Brasil. Precisamos enfrentar o desafio de, cada vez mais, incorporar esse tema com naturalidade nas conversas diárias com os trabalhadores.  Além das questões econômicas, a pauta social também é nossa prioridade”, afirmou o coordenador da Comissão de Igualdade Racial e Combate ao Racismo dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Alberto Queiroz Rita, o Somália.

 Da redação

 

00
comentários para esta matériaCOMENTAR
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Rua João Basso, 231 - CEP 09721-100
Centro - São Bernardo do Campo/SP
TRIBUNA METALÚRGICA


VEJA TODAS AS EDIÇÕES
Buscar por Nº: