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23 de Maio de 2019 | Notícias

Reeleito presidente, Paulão faz balanço da gestão e aponta desafios à frente da CNM/CUT

10º Congresso segue até amanhã com debates sobre conjuntura político-econômica, desafios das organizações sindicais e a situação da indústria metalúrgica

Fotos: Adonis Guerra

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão, foi reeleito para presidir a entidade pelos próximos quatro anos. Paulão é CSE na Ford e vice-presidente do Sindicato. A eleição da nova chapa ocorreu no início da noite de ontem, durante o 10º Congresso dos Metalúrgicos da CUT, em Guarulhos (SP), que tem como eixos: democracia, nenhum direito a menos, soberania nacional e liberdade sindical.

Também integram a chapa como representantes dos Metalúrgicos do ABC, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho, CSE na Volks; Maicon Michel Vasconcelos, CSE na Mercedes; Cristina Aparecida Neves, CSE na Mercedes; Tereza Aparecida de Oliveira, CSE na Scania e Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, CSE na Volks.

O presidente fez um balanço das principais lutas e conquistas da sua gestão na linha de frente da CNM/CUT nos últimos quatro anos e listou os desafios do mandato que se aproxima.

Balanço

“Construímos nossas políticas internas de igualdade racial, LGBT, juventude, política de gênero e realizamos seminários de formação pelo Brasil. Também fortalecemos o macrossetor da indústria e criamos o TID (Instituto Trabalho Indústria e Desenvolvimento).

Quando veio o golpe, lutamos contra ele, pedimos ‘Fora Temer’ e fizemos o enfrentamento contra a reforma Trabalhista e da Previdência. Perdemos a batalha contra a reforma Trabalhista, mas barramos a da Previdência, o que foi fundamental.

Houve uma importante aproximação da Confederação com movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do Levante Popular da Juventude”.

Desafios

“Nosso principal desafio é insistir na luta em defesa dos nossos direitos e organizar os sindicatos. Os metalúrgicos do Brasil sempre foram uma categoria organizada de base, referência na sindicalização e também e na luta cotidiana. O próprio ABC foi protagonista nesse sentido.

Este governo achou que acabando com o imposto sindical, ia destruir o movimento sindical, mas não destruíram, nós fomos pra cima e filiamos mais trabalhadores.

Vamos focar em fortalecer ainda mais o movimento sindical, em derrubar essa ‘deforma’ da Previdência, defender a soberania nacional e a liberdade do ex-presidente Lula.

É preciso traduzir o que significa Lula Livre, significa ter soberania nacional, Lula livre é combater o assassinato das mulheres, Lula livre é combater o racismo, Lula livre é justiça social.

Ao final deste Congresso vamos estabelecer pontos que apontem para uma luta efetiva em defesa de Lula e contra retrocessos de direitos sociais e trabalhistas”.

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