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31 de Maio de 2019 | Notícias

Segundo tsunami em defesa da educação toma as ruas do país

Atos reforçaram a convocação para a Greve Geral do dia 14 de junho contra a reforma da Previdência e contra os cortes na educação do governo Bolsonaro

Fotos: Adonis Guerra

Contra os cortes de verbas na educação e rumo à Greve Geral do dia 14 de junho contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PSL), os Metalúrgicos do ABC se juntaram a milhares de brasileiros que foram às ruas ontem, na segunda mobilização do mês que reuniu trabalhadores, estudantes, professores e movimentos sociais.

Em São Paulo, a concentração foi no Largo da Batata na tarde de ontem, com participação de gente de todas as idades.

Convocada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), os atos contaram com o apoio da CUT e entidades filiadas.

A presidenta da UNE, Marianna Dias, convocou para o próximo dia de luta dos estudantes e trabalhadores, 14 de junho, e falou sobre o que está em jogo.

“Estamos nas ruas para defender o nosso futuro e o futuro do Brasil. Os estudantes e o povo brasileiro entendem a gravidade que é destruir o financiamento da educação pública do país. A principal motivação é o sentimento coletivo de que é importante defender os nossos direitos”, afirmou.

O diretor executivo dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, explicou que os atos são em defesa de investimentos desde a educação básica, ensino médio e superior.

“A educação tem impactos diretos na pesquisa e no desenvolvimento, tão importantes para o Brasil. Temos falado muito na importância de defender a indústria, mas só teremos uma indústria forte se tivermos uma área científica com bons investimentos em educação, nas universidades públicas, onde é produzida a inteligência do país. Essa luta ficará de legado para aqueles que virão e terão acesso à educação pública e de qualidade”, defendeu.

“Isso é mais um golpe, não só nos estudantes e nos professores, mas também compromete o futuro de toda a classe trabalhadora. Por isso, a luta é de todos os trabalhadores e de todos que se preocupam com o futuro do Brasil. Se você também se preocupa, junte-se a nós nos próximos atos contra os cortes na educação, contra a reforma da Previdência e por um Brasil livre e soberano que valorize seu povo. Estamos juntos rumo à Greve Geral no dia 14”, convocou.

O integrante do Coletivo da Juventude Metalúrgica do ABC e CSE na Volks, Tiago de Sá Nunes, reforçou que a unidade é fundamental para enfrentar os ataques do governo.

“A importância de os trabalhadores participarem de um ato como este tem a ver com a unidade da luta de todos que sofrerão com a reforma da Previdência, se for aprovada, e com os cortes na educação”, ressaltou.

No fim da tarde, teve início a caminhada em direção ao Masp, na Avenida Paulista, com muita batucada. O grito de guerra do dia 15 de maio foi bastante usado: “unificou, é estudante junto com trabalhador”. Muitas falas contra os ataques do governo e faixas de “Bolsonaro inimigo da educação”.

 

 

Da Redação. 

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