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6 de Junho de 2019 | Notícias

Trabalhadores na Mahle aprovam adesão à Greve Geral do dia 14

Assembleia de mobilização alertou o que está em risco com a reforma da Previdência, que desmonta todo o Sistema de Seguridade Social no Brasil

Fotos: Adonis Guerra

Mobilizados contra a reforma da Previdência, os trabalhadores na Mahle, em São Bernardo, aprovaram em assembleia ontem a adesão à Greve Geral do dia 14 de junho, convocada pela CUT e demais centrais sindicais.

O secretário-geral do Sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, explicou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6/19, não trata só da aposentadoria, ela traz consequências à saúde e assistência social no Brasil.

“Vamos mostrar a insatisfação dos trabalhadores com essa reforma da Previdência, dar um basta na proposta do governo e fazer uma grande Greve Geral. Por isso, estamos mobilizando toda a categoria. Não tem trabalho no dia 14”, convocou.

“A proposta acaba com a perspectiva de se aposentar. A pergunta é clara para a categoria: Qual empresa metalúrgica vai ter um batalhão com 60, 65 anos de idade trabalhando? E sabendo da instabilidade no emprego e da informalidade no Brasil, como você vai compor os 40 anos de contribuição?”, questionou.

Em todos os cenários, a reforma da Previdência diminui o valor do benefício. “Todos os salários, inclusive aquele meio salário que ganhava com 14 anos de idade, vão entrar na conta para rebaixar a média do valor do benefício”, afirmou.

 

O secretário-geral alertou que o governo está usando propagandas com mentiras inseridas para tentar convencer a população de que a reforma é boa. “A última propaganda diz que quem ganha mais vai receber o teto de R$ 5.800 com a reforma. Acontece que isso já mudou em 2012, mas o Executivo, Legislativo e Judiciário têm complementações e conseguem subir o salário de outro jeito”, alertou.

O diretor executivo do Sindicato e CSE na Mahle, Nelsi Rodrigues, o Morcegão, chamou os trabalhadores para a luta.

“Temos que mostrar ao governo, Congresso e sociedade a nossa indignação contra a proposta do governo Bolsonaro, que retira o direito dos trabalhadores a se aposentar. É uma mudança muito grande na vida das pessoas e da estrutura do país e precisa ser amplamente discutida com a sociedade. A luta é por aposentadoria digna”, chamou.

O CSE na Mahle, Marcelo Pereira dos Santos, o Pereira, reforçou a importância da unidade e da participação de toda a classe trabalhadora. “A situação que está colocada não é uma reforma, é acabar com o sistema da Previdência. Não podemos aceitar calados de forma alguma”, concluiu.

Militares não querem essa reforma

“Se a reforma da Previdência fosse boa, os militares reivindicariam a mesma Previdência. Nós é que temos que reivindicar a reforma proposta para os militares, que aumenta os salários atuais e ainda aumenta o teto da aposentadoria”, disse Aroaldo.

A reforma no sistema das Forças Armadas contempla ainda um adicional para quem faz cursos. Hoje um general ganha adicional de 30% se fizer doutorado. Se aprovar o projeto, passa a receber adicional de 73%. O coronel hoje tem R$ 23 mil de salário. Se aprovar, passa para R$ 30 mil.

A economia no sistema dos Militares e das Forças Armadas com a reestruturação será de R$ 97,3 bilhões, mas vai gerar custo de R$ 86,8 bilhões com a criação desses adicionais.

Comissão Especial

A tramitação da reforma da Previdência (PEC 6/19) está na Comissão Especial. O relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), deve entregar seu parecer hoje ou segunda, dia 10.

Foram apresentadas 227 emendas à reforma, sendo que 49 foram devolvidas por falta de assinaturas. Cada emenda precisa de apoio de 171 parlamentares. Se não passar na Comissão Especial, a emenda poderá ainda ser analisada na votação do Plenário.

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