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6 de Junho de 2019 | Notícias

Vigília em Defesa da Previdência reúne duas mil pessoas no Sindicato em 1995

Foto: Raquel Camargo 

Em 24 de março de 1995, o Sindicato reuniu durante toda a noite mais de duas mil pessoas na Sede para a Vigília em Defesa da Previdência. Foram 13 horas de debates e depoimentos que culminaram na aprovação do Compromisso de Luta em Defesa da Previdência firmado pelos dirigentes sindicais cutistas, trabalhadores na ativa, aposentados, donas de casa, estudantes, artistas, lideranças políticas e comunitárias e representantes da sociedade civil.

Companheiros mobilizados desde o início daquele ano contra a respectiva reforma, pretendida pelo governo FHC, garantiram uma vitória importante com a mobilização: o adiamento das discussões para o começo de 1996.

As mudanças que o governo tentava introduzir na Previdência fizeram parte de um conjunto de reformas constitucionais que trariam sérias ameaças aos direitos dos trabalhadores e à própria soberania nacional.

Sob o pretexto de corrigir distorções e sanear as contas do sistema, a então reforma não escondeu a intenção privatizante, ameaçou conquistas dos trabalhadores e agrediu o direito adquirido. Nada de sério foi proposto para coibir fraudes, estancar os desvios de verbas para outras áreas e punir a sonegação. Ou seja, foram deixadas de lado as verdadeiras causas da crise no setor.

Segundo publicação na Tribuna Metalúrgica na época, as mudanças só poderiam ser introduzidas como resultado de amplo debate junto à sociedade, sem pressa, sem argumentos deturpados, sendo ouvidos os aposentados e pensionistas, as centrais sindicais, os trabalhadores da própria Previdência, especialistas de distintas orientações, como é necessário numa democracia.

A mulher brasileira foi sutilmente acusada de favorecimento. Professores foram apontados cinicamente como beneficiários de mordomias.

A própria dignidade de quem trabalhou a vida inteira foi posta em questão, quando se responsabilizou os minguados benefícios pagos aos aposentados pelo vergonhoso salário mínimo que nivelava o Brasil com as nações mais miseráveis do planeta.

Por isso, participantes dessa vigília firmaram publicamente, há 24 anos, um compromisso de ação baseada em exigir ampla auditoria nas contas da Previdência; defender o fim dos privilégios contidos nas aposentadorias especiais de parlamentares, ministros, magistrados e militares; rejeitar manobras no sentido de subtrair da Constituição o tema da Previdência, exigindo que ela continue sendo considerada parte da Seguridade Social, que abrange Saúde e Assistência Social como deveres do Estado frente aos cidadãos; defender o caráter público da Previdência, por meio de um Conselho Nacional da Seguridade Social; reforçar todas as mobilizações já convocadas pela CUT; além de propor à Central e demais entidades comprometidas uma intervenção conjunta para barrar a proposta elitista do governo.

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