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11 de Junho de 2019 | Notícias

FEM/CUT dá pontapé inicial na Campanha Salarial 2019

Metalúrgicos propõem lutar por aumento real e alertam sobre a carteira verde amarela que exclui direitos

Foto: Foguinho/Imprensa Smetal

Os dirigentes que compõem os 14 sindicatos da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM/CUT, aprovaram os eixos da Campanha Salarial 2019 em plenária em São Carlos, no último sábado, 8.

Os eixos, que ainda serão submetidos à apreciação dos metalúrgicos em assembleias, são: reposição integral da inflação mais aumento real; manutenção e a aplicação das Convenções Coletivas; respeito às entidades Sindicais e contra o fim das NRs (Normas Regulamentadoras). Só após aprovada pelos trabalhadores, a pauta será entregue aos sindicatos patronais para início do processo de negociação.

 O presidente da Federação, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, destacou que apesar da dificuldade em que o país se encontra na questão econômica e política, os metalúrgicos vão brigar pelo aumento real e lembrou a importância do respeito ao cumprimento das CCT (Convenções Coletivas de Trabalho) e aos sindicatos.

“No ano passado algumas empresas de algumas regiões não estavam cumprindo na sua totalidade as convenções. Houve também processo de enfrentamento aos sindicatos por parte dos patrões. Precisamos que o respeito seja restabelecido entre as partes”.

Sobre a sinalização do governo de acabar com até 90% das Normas Regulamentadoras, comentou: “Sabemos que ao propor isso, o governo está atendendo pedido do empresariado. Então, um dos eixos é garantir que todas as conquistas referentes à saúde, segurança e higiene do trabalho sejam mantidas”.

 Luizão acredita que o cenário político de ameaças dificultará as negociações. “Este ano vai ser muito mais difícil do que nos anteriores. Principalmente com o cenário de uma reforma da Previdência pesada que prejudica e sacrifica demais o povo brasileiro.  Outro problema é a intenção do governo de criar a carteira verde amarela, na qual o trabalhador vai ter salário, mas nenhum direito. Se o empresariado perceber que tem condição de ter mão de obra a custo mais barato, certamente vai dificultar a negociação”.

“É ilusão achar que o problema do Brasil será resolvido com emprego de baixa qualidade, baixa remuneração e baixos direitos. O que é necessário para agora são empregos de qualidade, com direitos para o trabalhador brasileiro”, concluiu.

Este ano alguns grupos terão a discussão somente econômica, já que tem a CCT garantida por dois anos. São eles: Grupo 2, Grupo 3, Sindratar e Sindicel e Fundição. O antigo Grupo 8 e Estamparia também discutirão as cláusulas sociais, já que a CCT vale até 31 de agosto. Já o G10, que não tem Convenção Coletiva assinada, receberá a pauta para discutir tanto as cláusulas sociais, quanto econômicas.

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