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25 de Junho de 2019 | Notícias

Fala Wagnão: Quando a sua liberdade depende de covardes

Lula não recebeu um julgamento comum. Mais uma vez foi vítima de uma decisão política. Ao invés de o STF julgar os fatos, a decisão foi de mantê-lo preso político.

Mesmo com todo o escândalo evidenciado nos últimos dias, a decisão do STF mostra que para um grupo de privilegiados Lula precisa estar preso. São esses mesmos que querem aprovar as reformas contra os trabalhadores.

Diante das revelações gravíssimas que estão sendo feitas pelo site The Intercept Brasil sobre o então juiz que vestiu a roupa da acusação, os “guardiões” da Lei Magna preferiram ignorar as ilegalidades de um ex-juiz, político, notadamente parcial, e com interesses não republicanos. 

Para isso, ridicularizam o papel da mais alta corte do país ao não garantir o julgamento do habeas corpus e manter preso alguém que carece de justiça.  

A surpresa na decisão de ontem não foi o fato de o Supremo não decidir sobre o HC. Foi o abandono da Constituição. Foi a negação da justiça. Não se comprometer. Lavar as mãos.

Este não é o papel que esperamos da mais alta corte de justiça do país, que tem como obrigação a garantia dos direitos individuais e coletivos de cada brasileiro e cada brasileira.

O STF não cumpriu com a sua obrigação por pura covardia. A mesma covardia que permite que pessoas estejam presas sem nenhuma comprovação de crime, não se importando com o direito, mas sim com o espetáculo da mídia.

E agora os ministros responsáveis pela guarda das leis do país saem de férias e deixam Lula preso injustamente.

Enquanto eles descansam, nós não descansaremos. Eles não deveriam, mas têm lado. E nós não nos calaremos. Seguiremos na luta por JUSTIÇA.

O Julgamento

A 2ª Turma do STF negou a liberdade provisória ao ex-presidente Lula até o julgamento do mérito do habeas corpus sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro

Por 3 votos a 2, a 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) negou a liberdade provisória do ex-presidente Lula, mantido preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril de 2018, até o julgamento do mérito do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente denunciando a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro.

No início da sessão de ontem, o ministro Gilmar Mendes propôs à 2ª Turma que Lula aguardasse em liberdade o julgamento do mérito do HC. A sessão, a última antes do recesso do STF, foi encerrada e só em agosto o HC de Lula deve voltar à pauta.

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