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12 de Julho de 2019 | Notícias

36 anos depois Garotos Podres voltam à Festival solidário dos Metalúrgicos do ABC

Fotos: Divulgação 

Em meados de 1983, período final da ditadura militar, os Garotos Podres faziam sua primeira apresentação pública em um festival em prol do fundo de greve dos Metalúrgicos do ABC, em show realizado no Teatro Municipal de Santo André (saiba mais na coluna da Formação).

Amanhã, 36 anos depois, em nova formação, a banda Punk se apresenta no Festival Rock ABC, agora na própria Sede, com um apanhado geral das principais músicas que marcaram os 37 anos de carreira.

O vocalista Mao, um dos fundadores da banda, também professor de história com doutorado pela USP, relembra esse marco histórico, afirma que o país vive uma nova ditadura e critica a reforma da Previdência.

“Estar novamente tocando junto aos Metalúrgicos do ABC é um prazer, e tem um significado simbólico, porque quando tocamos lá em 1983, vivíamos um período final da ditadura e agora estamos vivendo uma nova ditadura”, afirmou.

“Se alguém questiona, basta dizer que temos presos políticos e não é só o Lula. Tem o Vaccari, o Zé Dirceu, as lideranças do MST que foram presas arbitrariamente recentemente. Esse governo chegou ao poder por meios fraudulentos, afinal de contas, um juiz que não é imparcial prendeu o principal candidato à presidência, sem qualquer prova, para garantir a vitória do atual usurpador que está no poder”, detalhou.

Mao destaca que a mais poderosa arma dos trabalhadores é a solidariedade e lembra o caráter solidário do festival que arrecadará alimentos para os trabalhadores desempregados. “Somos solidários aos trabalhadores desempregados e aos que não vão conseguir mais se aposentar devido à ação criminosa deste governo. Eles estão jogando a massa dos trabalhadores pobres na absoluta miséria. O cara não vai conseguir nem emprego nem aposentadoria, a reforma condena os trabalhadores à morte”.

“Nós que vivemos a ditadura militar sempre acreditávamos que a sociedade avançaria positivamente, uma sociedade livre, democrática e igualitária, só que não devemos esquecer que a luta de classes continua. O que estamos vendo é a burguesia fazendo o seu papel de explorar os trabalhadores o máximo possível. Nós trabalhadores devemos defender nossos interesses. Estamos em guerra, em guerra contra a burguesia, é uma guerra social. É vencer ou morrer!”, declarou Mao.

O Festival começa às 14h e segue até às 22h. No local haverá food e beer truck, além de vendas de CDs e camisetas das bandas. Também se apresentam as bandas Versus Mare, Take 2, Statues on Fire, Trio de Ferro e Caffeine Blues.

Solidariedade

O Coletivo das Mulheres Metalúrgicas do ABC tomará conta da barraca de vinho quente, quentão e lanche de carne louca. Toda a verba arrecadada será destinada às Casas Abrigos da região que protegem mulheres em situação de violência doméstica.

O evento será beneficente, a entrada será um 1kg de alimento não perecível.

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