PESQUISA / SUGEST�ES
RECEBA INFORMAÇÕES
19 de Julho de 2019 | Notícias

9º Congresso - Trabalho no mundo é tema do 2º dia de debates

Fotos: Adonis Guerra

A mesa de debates “Trabalho no mundo”, do 9º Congresso dos Metalúrgicos do ABC, foi realizada nesta sexta-feira, dia 19, com a análise sobre os desafios da classe trabalhadora. O Congresso teve início ontem e segue até amanhã na Sede.

Valter Sanches, secretário-geral da IndustriALL Global Union, entidade que representa cerca de 50 milhões de trabalhadores em 140 países, falou sobre as ameaças a democracia, que não acontecem só no Brasil. “Vemos uma onda  de ascensão de políticos de direita ultraliberais e fascistas em vários países no mundo. O mundo piorou muito”, avaliou.

“Temos visto o poder muito grande das multinacionais, que moldam as políticas dos países para atender seus objetivos em um ciclo de concentração de riquezas sem precedentes na história para aumentar os lucros”, continuou.

Sanches analisou a desindustrialização em países como Brasil e os investimentos externos feitos por multinacionais, que buscam ou o mercado de consumo ou acesso a mão de obra barata.

“O Brasil não é nem um nem outro, não tem mais mercado doméstico que justifique investimentos massivos e não é fornecedor de mão de obra barata. Em um momento que o mundo está em transformação, com digitalização e Indústria 4.0, não receber investimentos significa o risco de desindustrialização ainda maior e perder o bonde da história”, disse.

Transição energética e Indústria 4.0

Sanches explicou que com o Acordo de Paris 2016, com metas de redução de emissão de gás no mundo, cada vez mais haverá a descontinuidade do uso de combustíveis fosseis e cada vez mais o uso de energias renováveis.

“Os milhões de trabalhadores em mineração e petróleo e gás têm que ter direito a uma transição justa. Se deixar a critério das empresas, sem o governo regular, não há nenhuma responsabilização pela transição justa”, disse.

Assim como a questão da energia, é preciso negociar a transição para a Indústria 4.0. “Empregos serão gerados, mas não são os tradicionais que conhecemos hoje. Por exemplo, o power train (motor, transmissão e eixo) passará de 2 mil peças para, em média, 200 peças em um carro elétrico. Temos que nos reestruturar também, ter sindicatos 4.0 para dar conta de organizar trabalhadores em novos empregos”, defendeu.

“Isso em um momento muito delicado do Brasil brasileiro, com baixo nível de produção, alto desemprego e um governo adversário do trabalhador. Temos que fazer toda resistência em defesa dos direitos e dos empregos em um momento de mundo em transformação”, concluiu.

Da Redação. 

00
comentários para esta matériaCOMENTAR
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Rua João Basso, 231 - CEP 09721-100
Centro - São Bernardo do Campo/SP
TRIBUNA METALÚRGICA


VEJA TODAS AS EDIÇÕES
Buscar por Nº: