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14 de Agosto de 2019 | Notícias

Sindicalistas argentinos comemoram vitória da oposição nas eleições primárias

Em julho, Alberto Fernández visitou o ex-presidente Lula em Curitiba

No último domingo o candidato de oposição à presidência da Argentina, Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidenta Cristina Kirchner, venceu a disputa primária com 47% dos votos, uma vantagem de 15 pontos sobre o segundo colocado, o atual presidente, Mauricio Macri. As eleições serão realizadas em outubro.

Macri é apoiado por Bolsonaro, que logo após as primárias, declarou que o Rio Grande do Sul pode se tornar "um novo estado de Roraima", caso a esquerda vença as eleições na Argentina. Roraima faz fronteira com a Venezuela e tem intenso fluxo de imigrantes vindos daquele país. Alberto Fernández respondeu as críticas e chamou Bolsonaro de racista e misógino.

"O resultado encheu de esperança os representantes sindicais, que almejam ver a classe trabalhadora novamente representada. Eles não suportam mais essa agenda de desemprego, miséria e destruição de tudo o que os trabalhadores conquistaram nos governos populares na América Latina, a mesma agenda que Bolsonaro impõe ao Brasil", refletiu o secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, Maicon Michel Vasconcelos da Silva.  

“Esse resultado é muito positivo para a classe trabalhadora.  Por defender nossos postos de trabalho, tivemos muitos companheiros reprimidos e encarcerados, o sindicalismo se tornou inimigo para o governo Macri. Com essa política liberal, foram perdidos milhares de postos de trabalho. Estamos nos reunindo com esse líder popular que tem uma política totalmente diferente. O povo trabalhador argentino entendeu a necessidade de um novo modelo de país, mais inclusivo para todos”, declarou secretário de ação sindical do sindicato do setor público, filiado a CTAA (Central de Trabajadores de la Argentina - Autónoma) Diego Seimandi.

“Estamos contentes, a impressão é que podemos voltar a ter políticas sociais para a classe mais vulnerável da Argentina, para os trabalhadores, políticas que dignifiquem o povo em seu conjunto e não somente uma parte, a oligarquia, o capital estrangeiro. Para nós, trabalhadores, significa voltar a participar da política de Estado. Temos muita esperança não só na Argentina, mas que isso se replique em outros países, sabemos que só, não podemos, precisamos de um projeto para fortalecer a América Latina”, defendeu o diretor do sindicato de Campana Walter Piriz, filiado à UOM (Unión Obrera Metalúrgica).

“As eleições de domingo marcam uma retomada na Argentina e isso vai impulsionar o Brasil e os demais países. Creio que vamos recuperar a iniciativa progressista”, afirmou Eduardo Paladin da secretaria de relações internacionais da UOM.

“Com a eleição de Fernández, o trabalhador e a trabalhadora podem voltar a sonhar a ter um trabalho digno, a poder fazer planos, ter sua casa, seu carro, voltar a comer. Com o governo de Macri, muita gente na Argentina perdeu o emprego e não tem dinheiro pra comer. A resposta veio nas urnas que mostraram um voto cheio de esperança”, disse o diretor do SMATA (Sindicato de Mecánicos y Afines del Transporte Automotor de la República Argentina), Manuel Cerrudo.

Da redação

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