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5 de Setembro de 2019 | Notícias

No Dia da Amazônia, a CUT e os movimentos sociais fazem a defesa da floresta e da soberania nacional

O Brasil foi destaque negativo no mundo inteiro nas últimas semanas pela devastação de grandes áreas da Amazônia, incêndios criminosos e falta de uma política ambiental. Hoje, Dia da Amazônia, o tema será uma das pautas no debate sobre soberania nacional e da Plenária Nacional contra as Privatizações de Bolsonaro, em Brasília.

Os atos foram definidos pelo Fórum Nacional Permanente em Defesa da Amazônia, lançado no dia 28 de agosto pela CUT, movimentos sociais, parlamentares, ambientalistas, indígenas e ONGs que defendem o meio ambiente. 

A iniciativa busca discutir um modelo de desenvolvimento sustentável e de proteção ao meio ambiente. Também visa fazer o enfrentamento à destruição da floresta, com pedidos de suspensão da tramitação de projetos que permitem a degradação do meio ambiente e a saúde da população da Amazônia, a expansão da atividade agropecuária e a flexibilização de licenças ambientais.

Em nota, a CUT reforça que o ataque do governo está ligado aos interesses de mineradoras e do agronegócio, com desmonte da legislação ambiental construída ao longo dos últimos 30 anos. Também convocou para os atos do dia 7, do Grito dos Excluídos, e no dia 20, em defesa do meio ambiente.

“A CUT Brasil denuncia a política criminosa de destruição do meio ambiente do governo brasileiro cujas consequências, que se tornaram manchete no Brasil e no mundo, se refletem no avanço dos incêndios na Amazônia nas últimas semanas”, diz em nota.

De acordo com a nota da CUT, em menos de oito meses, o governo brasileiro reduziu em 30% as operações de combate ao desmatamento, 38% a verba destinada à fiscalização ambiental, cortou mais de US$ 4 milhões das políticas de combate a incêndios e 95% da verba destinada às políticas para mudanças climáticas.

O ministro do meio ambiente proibiu o Ibama, órgão responsável pela fiscalização ambiental, de realizar operações de monitoramento, demitiu trabalhadores e está revisando as multas ambientais.

“Esse ataque do governo tem como objetivo destruir o meio ambiente para avançar na exploração de mineral e a produção de soja e gado e promovem diversas formas de trabalho precário. Setores que querem se apropriar dos bens naturais, ricos em biodiversidade presente nestes territórios e que atacam povos e populações tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e ribeirinhos, que vivem na Amazônia e a protegem historicamente”, prossegue a nota da CUT.

Crise internacional

Países ofereceram ajuda, de maneira a não interferir na soberania nacional, e foram atacados por Bolsonaro, como Alemanha e França.

A Alemanha, assim como a Noruega, suspendeu aportes ao Fundo Amazônia, que capta doações para ações em defesa da região. Os dois países não concordaram com a decisão do governo brasileiro de extinguir o comitê orientador do fundo. Os valores somariam R$ 288 milhões.

Bolsonaro também provocou uma crise diplomática com a França ao anunciar que o presidente francês, Emmanuel Macron, teria de se retratar sobre críticas a ele, antes de o governo brasileiro aceitar a ajuda de R$ 83 milhões do G7, grupo de países mais ricos do mundo, para combater as queimadas.

O Brasil é nosso

No seminário “O Brasil é nosso” e do lançamento da Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Soberania Nacional, realizado ontem, Fernando Haddad leu a “Carta em Defesa da Soberania Nacional” enviada pelo ex-presidente Lula.

“Estão entregando criminosamente as empresas, os bancos públicos, o petróleo, os minerais e o patrimônio que não lhes pertence, mas ao povo brasileiro. Até a Amazônia está ameaçada por um governo que não sabe e não quer defendê-la; que incentiva o desmatamento, não protege a biodiversidade nem a população que depende da floresta viva. Nenhum país nasce grande, mas nenhum país realizará seu destino se não construir o próprio futuro.”

 

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