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19 de Setembro de 2019 | Notícias

Trabalhadores aprovam mobilização pela Campanha Salarial

Em assembleias na Movent, Movent Forjados e Nakata, em Diadema, e na Rassini, em São Bernardo, disposição é de luta pela Convenção Coletiva e cláusulas econômicas

Os trabalhadores na Movent, Movent Forjados e Nakata, em Diadema, e na Rassini, em São Bernardo, aprovaram a mobilização por avanços na Campanha Salarial em assembleias ontem. Também foram realizadas rodadas de negociação com as bancadas patronais do Grupo 3 e do Sindicel na sede da FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT), em São Bernardo.

Foto: Adonis Guerra

Pela manhã, em Diadema, o coordenador da Regional, Claudionor Vieira Nascimento, contou que os patrões querem reduzir o piso salarial e mexer em outras cláusulas sociais.

“Não vamos abrir mão das nossas conquistas e dos nossos direitos. Os trabalhadores e trabalhadoras, metalúrgicos e metalúrgicas, nunca vão baixar a cabeça, é a unidade e a luta que garantirão a nossa vitória”, chamou.

“Só os trabalhadores organizados e mobilizados vão mostrar que não pode ser só do jeito que os patrões querem, não vamos aceitar carteira verde e amarela nem retirada de direitos”, afirmou.

O CSE na Movent, Ananias Batista Alves Júnior, o Juninho, explicou que os patrões não chegaram a nenhuma proposta concreta para os trabalhadores. “Tudo que os empresários e a elite querem é que não gostemos de política, tentam nos privar do conhecimento para que não lutemos”, disse.

“Temos que nos apropriar dos assuntos, da política, em todos os meios, para defender os direitos, empregos e salários. Daqui para frente temos que estar mais e mais unidos para combater o que esse governo quer fazer ao acabar com tudo, com sindicato, com a indústria e com os direitos dos trabalhadores”, prosseguiu.

 

Rassini

Foto: Adonis Guerra

A assembleia na Rassini foi realizada na tarde de ontem, com aprovação da disposição de fortalecer a luta dos metalúrgicos do ABC e do Estado de São Paulo. O coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, falou sobre o andamento das negociações.

“Pensem na conjuntura do país e imaginem as dificuldades da bancada dos trabalhadores perante as bancadas patronais. Mesmo os grupos que assinaram a Convenção Coletiva no ano passado, válida por dois anos, querem mexer em itens”, alertou.

“Teve grupo que não teve vergonha de reclamar de trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho, de gente que deu a saúde na fábrica. Teve proposta indecorosa de reduzir piso para gerar empregos. Teve brincadeira de mau gosto de querer mexer em licença-maternidade. E tem a covardia dos patrões de não chegar ao governo e cobrar que o Brasil precisa de uma política industrial”, disse.

O CSE na Rassini, Antônio Elandio Bezerra, o Nando, ressaltou que a união dos trabalhadores é essencial. “Para combater as dificuldades nas mesas de negociação e a posição dos patrões de querer retirar direitos, a unicidade dos trabalhadores na Rassini e de toda a categoria é fundamental”, afirmou.

Rodadas de negociações

Foto: Raquel Camargo

Na tarde de ontem, a FEM/CUT realizou rodadas de negociação com as bancadas patronais do Sindicel e do G3. Os dois grupos discutem a pauta parcial, de cláusulas econômicas, já que a Convenção Coletiva foi assinada no ano passado com validade por dois anos. 

O coordenador da Regional Diadema, Claudionor Vieira do Nascimento, que acompanha as negociações, contou que não houve avanços suficientes para fechar os acordos.

Foto: Raquel Camargo

“As dificuldades continuam na mesa de negociação. Certamente os trabalhadores precisam se manter muito mobilizados e atentos para qualquer chamado do Sindicato. É a disposição de luta dos trabalhadores e trabalhadoras que vai determinar a busca por um desfecho favorável desta Campanha Salarial”, concluiu.

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