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7 de Fevereiro de 2020 | Notícias

Crescimento econômico X fraco desempenho da indústria

Sindicato avalia que empresários estão deixando de investir na indústria para lucrar no mercado financeiro

O governo Bolsonaro tem comemorado o tal “crescimento econômico”, com base nos números positivos do PIB (Produto Interno Bruto), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No terceiro trimestre de 2019 houve um aumento de 0,6%, o mais forte registrado em um ano e meio. Porém, a produção industrial em 2019 foi 1,1% menor que em 2018.

Segundo levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), dos 93 subsetores da indústria de transformação investigados, 41 enfrentaram queda de moderada a forte no ano passado com baixas no volume de produção mais intensas do que 1%. Outros 11 segmentos ficaram estagnados e 41 cresceram próximos de 1%.

Para o diretor executivo do Sindicato, Wellington Messias Damasceno, se a indústria está em baixa e o governo anuncia crescimento é porque quem cresceu foi o mercado financeiro. “Muito empresário deixa de investir na indústria porque investe no mercado financeiro. Eles não estão pensando no desenvolvimento nacional. E quem ganha bilhões com isso é o mercado financeiro, mas esse investimento não gera emprego, não gera melhoria na qualidade de vida das pessoas”.

Os números divulgados pelos bancos que dominam o mercado financeiro são gritantes. Esta semana o Bradesco divulgou que fechou 2019 com lucro líquido de R$ 25,9 bilhões, um avanço de 20% ante 2018. Em segundo lugar ficou o Santander com ganho de R$ 14,5 bilhões no ano passado, alta de 17%.

O dirigente analisou que o baixo desempenho da indústria tem impacto direto no emprego da categoria metalúrgica. “Sem investimentos na indústria, perdemos o desenvolvimento de produtos brasileiros, competitividade e capacidade de produção. Isso é muito grave pois estamos assistindo a produção migrar para outros países e isso tem impacto direto nos nossos empregos”, finalizou.

Benefícios tributários

Enquanto patrões se iludem, governo Bolsonaro anuncia redução dos benefícios tributários sem nenhuma política voltada para o desenvolvimento e competitividade da indústria, saindo dos atuais 4,3% do PIB para 2% em dez anos.

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