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14 de Fevereiro de 2020 | Notícias

Trabalhadores em todo o país protestam contra o caos no INSS

Ato unificado reuniu centrais sindicais e movimentos sociais em defesa do serviço público. Descaso chega a 2 milhões de pedidos na fila do INSS

Foto: Adonis Guerra

Em todo o país, trabalhadores de diversas categorias e movimentos sociais se uniram na sexta-feira, dia 14, para protestar contra o caos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Em São Paulo, o Dia Nacional de Luta contra o Desmonte do INSS teve concentração na agência da Rua Cel. Xavier de Toledo, no Anhangabaú, e seguiu pelo centro de São Paulo até o Viaduto Santa Ifigênia, onde fica a Superintendência do INSS.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, considerou o ato vitorioso por ter sido possível dialogar com trabalhadores que apoiaram o protesto. “O povo sabe que sai prejudicado com o desmonte do INSS. Eles estão ganhando consciência da gravidade da situação do Brasil e do tipo de gente que governa o país”, afirmou.

São mais de dois milhões de brasileiros na fila aguardando análise de pedidos. Só de salário-maternidade são 108,3 mil mulheres na fila. Entre 2016 e 2019, o quadro de servidores no INSS caiu de 33 mil para 23 mil. Em 2017, o INSS comunicou ao Ministério do Planejamento a necessidade de contratação de 16.548 servidores.

A falta de investimentos começou com Temer e se agravou com Bolsonaro que não investe em tecnologia nem em equipamentos para atender dignamente a população e cortou concursos públicos. A situação foi agravada com a reforma da Previdência aprovada no ano passado.

O dirigente também convocou os servidores a participarem da plenária da categoria, hoje, às 17h, para debater a realização de uma greve em 18 de março. A plenária será realizada na sede do Sindicato dos Engenheiros (Rua Genebra, 25 – próximo à Câmara Municipal).

“É importante que todo trabalhador e trabalhadora desse país, do serviço público e do setor privado, de todas as categorias, venham às ruas porque não podemos entregar nossos direitos e nosso país, que é 8ª economia do mundo, de mão beijada para esses entreguistas”, chamou Sérgio.

Foto: Divulgação

Abraço simbólico

No ABC, foram realizados atos em frente às agências do INSS de Santo André e São Bernardo. Os Metalúrgicos do ABC deram um abraço simbólico na agência do INSS de São Bernardo.

“O abraço simbólico representa a nossa luta em defesa do INSS. Tudo que é público pertence ao povo e para o povo. Os trabalhadores têm que ser bem atendidos e ter seus direitos respeitados no momento de maior dificuldade, se sofrer acidente, ou de exercer seu direito à aposentadoria”, defendeu o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

“São os trabalhadores unidos em defesa da Previdência Social pública e na luta pela valorização do serviço e dos servidores públicos, que estão em jornadas exaustivas pela falta de investimentos e de trabalhadores”, disse.

O dirigente da CUT São Paulo, José Freire, ressaltou que até há pouco tempo, o pedido era resolvido em 30 minutos. “Os atos são contra a política ultraliberal desse governo, que quer a falência dos órgãos públicos e o fim dos servidores públicos. Temos que reagir. O Estado é essencial na vida das pessoas”, afirmou.

 

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